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Com 61 mulheres vítimas de feminicídio em 2026, curso discute o papel da Psicologia no acolhimento e enfrentamento da violência

Dados da violência de gênero no Rio Grande do Sul reforçam a necessidade de qualificação profissional para atuar na proteção, acolhimento e garantia de direitos das mulheres.

A violência contra a mulher segue entre os maiores desafios sociais do Rio Grande do Sul. Em 2026, o Estado já registra 61 vítimas de feminicídio em 42 municípios, evidenciando a gravidade de um problema que continua mobilizando autoridades, instituições e a sociedade.

Mais do que números, os casos representam vidas interrompidas e reforçam a necessidade de fortalecer políticas públicas, redes de proteção e mecanismos de acolhimento às vítimas. Nesse cenário, a qualificação de profissionais capazes de identificar sinais de violência e atuar de forma ética e humanizada torna-se cada vez mais importante.

Com esse objetivo, a Faculdade Factum promoverá, nos dias 17, 24 e 31 de outubro, o curso de extensão Violência contra a Mulher e o Papel da Psicologia. A proposta é capacitar estudantes e profissionais para compreender os impactos da violência de gênero e os caminhos possíveis para seu enfrentamento.

Segundo a diretora da instituição, Bárbara Nissola, a formação profissional é uma ferramenta essencial na construção de uma rede de proteção mais eficiente.

“A formação de profissionais preparados para acolher, compreender e atuar diante da violência contra a mulher é fundamental para fortalecer a rede de proteção e contribuir para a garantia de direitos. A Faculdade Factum entende que o ensino precisa estar conectado aos desafios da sociedade, promovendo conhecimento, responsabilidade ética e compromisso com a transformação social.”

Porto Alegre lidera os registros de feminicídio no Estado, com 12 vítimas em 2026. Diante desse cenário, o curso abordará temas como misoginia, discursos Redpill e Incel, legislação de proteção às mulheres, acolhimento psicológico, rede de proteção, políticas públicas e atuação profissional no Sistema de Justiça.

A programação foi estruturada em três eixos: prática clínica com mulheres em situação de violência, atuação da Psicologia nas políticas públicas e avaliação psicológica forense envolvendo vítimas e autores de violência.

“A iniciativa integra o compromisso da Faculdade Factum com a formação continuada e com a discussão de questões sociais relevantes para o exercício profissional da Psicologia”, destaca Bárbara Nissola.

Ao reunir aspectos clínicos, sociais, legais e forenses, a formação busca ampliar a compreensão sobre a violência de gênero e preparar profissionais para atuar com conhecimento técnico, sensibilidade e responsabilidade diante de uma realidade que exige atenção permanente. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

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