Enquanto Lula pressiona pela rápida aprovação da proposta que acaba, antes do período eleitoral, com a escala de 44 horas semanais, que a rigor nem existia, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), viu o pagamento de suas emendas parlamentares ganharem tração nos 30 dias em que o texto tramitou pela comissão especial da Casa, até ser votada e aprovada em Plenário, em igualmente incomum celeridade. O governo pagou mais de R$24,1 milhões das emendas do deputado.
Caiu o Pix
No dia em que Lula se reuniu com Motta para falar sobre o tema, na segunda-feira (25), o governo pagou uma emenda de R$100 mil.
Pagamento express
Só na semana passada, sem dó de abrir o cofre e com a pressa de quem está com o pai na forca, o governo pagou mais R$2,5 milhões.
Caminho azeitado
No nono dia da comissão especial, quarta (6), na primeira semana que teve até sessão numa sexta-feira, foram pagos mais R$9,9 milhões.
Aí é bom
Ao todo, foram 55 pagamentos para diversas finalidades e municípios da Paraíba. A fatura exata foi de R$24.193.391,97. E PEC aprovada.
Canetada autoritária de Lula pode ser suspensa
Surge um sopro de resistência no Senado ao crescente autoritarismo regulatório de Lula: Davi Alcolumbre (União-AP) avalia suspender os efeitos de dois decretos que ferem de morte a liberdade na internet e impõem às plataformas digitais – big techs – estrutura de censura inconstitucional que adultera até o Marco Civil da Internet, já atacado pelo STF. Após fracassar na aprovação de leis de controle de conteúdo, como o “PL das fake news”, Lula optou pela via mais fácil: a canetada.
Controlo de conteúdo
Os decretos usam conceitos vagos como “desinformação”, “conteúdo ilícito” e “ataques à democracia” para assumir o controle da informação.
Todo poder ao governo
Pela decisão, caberá a uma “Autoridade Nacional de Proteção de Dados” e Advocacia-Geral da União poderes ilegais de fiscalização e punição.
São inconstitucionais
Especialistas como Luiz Augusto D’Urso, professor no MBA de Direito Digital da FGV, são taxativos: os decretos de Lula são inconstitucionais.
Espelho meu
Cláudio Castro só anunciou nesta quinta-feira (28) a retirada da pré-campanha ao Senado, mas leitores desta coluna já sabiam que isso aconteceria desde a véspera, quarta, que o projeto tinha naufragado.
Cai fora
Políticos experientes agem assim: o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fez chegar a Claudio Castro que o melhor seria desistir da pré-candidatura ao Senado. O ex-governador “captou a mensagem”.
Deu bom
Acordo para viabilizar socorro de R$6,5 bilhões ao BRB foi celebrado pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que agradeceu: “o BRB começa a virar uma página importante da sua história”.
Bandidos à espreita
O plano da apoiadora petista Deolane Bezerra para matar Flávio Bolsonaro, denunciado pelo funkeiro MC Misa, mostra que o senador não exagera quando só sai de casa usando colete à prova de balas.
O que importa
Deputados experientes avisaram aos colegas mais desesperados por votos que o apoio ao fim da escala 6×1 pode não ser lembrado no dia da eleição. Mas, calma, que o bolso está forrado com bilhões em emendas.
Motta sabotador
Maurício Marcon (PL-RS) não anda satisfeito com a presidência de Hugo Motta (Rep-PB) na Câmara. Falou na lata que se arrependeu de ter votado nele e ainda o chamou de o “maior sabotador da direita”.
Rastro digital
Está nas nuvens boa parte dos problemas de Daniel Vorcaro para fechar o acordo de delação premiada. A Polícia Federal achou mais de 36Gb em vídeos e fotos e vídeos do banqueiro.
Dinheiro no ralo
“Esse é o retrato de um governo que gasta sem controle”. É a conclusão do deputado federal General Pazuello (PL-RJ) ao falar sobre a colossal dívida pública que se aproxima dos R$9 trilhões.
Pensando bem…
…nenhuma novidade: a tentativa de censurar e controlar a informação sempre foi sonho de governantes autoritários.
Poder sem Pudor
Papo de principiante
Jânio Quadros era prefeito de São Paulo em 1988 e começou a articular a sucessão. Pediu para o deputado Gastone Righi (PTB) promover um encontro com o apresentador Sílvio Santos. Antes do almoço, na casa de Righi, Jânio quis saber como Sílvio planejava lidar com os vereadores. “Simples. Os vereadores foram eleitos pelo povo, e como só vou mandar projetos de interesse do povo, eles vão aprovar tudo. Vai ser tranquilo.”
Percebendo estar diante de um ingênuo, Jânio mudou de assunto: “Gastone, meu bem, seria bom mandar servir o almoço…” E não se falou mais em candidatura a prefeito.
Cláudio Humberto
@diariodopoder
