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Com a alta do dólar, agências de turismo se concentram em destinos nacionais para compensar perdas

Agências diminuem os valores de pacotes de viagens nacionais – em locais como Fortaleza – para atrair mais público. (Crédito: Reprodução)

Pessoas com viagem marcada para o exterior – especialmente para os Estados Unidos – tomaram um susto nos últimos dias. Na sexta-feira, o dólar atingiu seu valor mais alto desde 2003: 3,42 reais. Para viajantes, o câmbio é ainda mais desfavorável: o dólar turismo, sempre mais caro que o comercial, chegou a ser vendido por 3,82 reais em cartões pré-pagos.

Quem estava com viagem marcada e deixou para trocar dinheiro na última hora vai ter que se conformar com os valores mais altos – e talvez readequar gastos no exterior.

Para os que ainda vão fechar suas viagens, há dois cenários: planejar-se e, se puder, aguardar alguns dias.

“As agências estão renegociando com seus fornecedores e devem lançar promoções em breve”, garante Aldo Leone, presidente da agência de viagens Agaxtur.

De acordo com a Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens), elas podem ser mais vantajosas que as tradicionais oferecidas durante a baixa temporada. Tentar baratear o mercado nacional e atrair mais público para compensar as perdas com turistas que viajam ao exterior é uma das apostas.

Na CVC, o pacote de oito noites em Fortaleza (CE) está custando quase 30% a menos neste ano. Quatro dias em Foz do Iguaçu (PR) também sofreu uma redução de 26%.

A Agaxtur vende, atualmente, sete noites pelo preço de cinco em Porto de Galinhas (PE).

Optar por agências é outra tática para driblar o dólar alto. “Nelas, você trava o valor em reais e paga em parcelas fixas”, lembra o economista Sérgio Bessa. Os pacotes também podem incluir extras como passeios e refeições, gastos que o turista teria de bancar.

Quem prefere viajar por conta, apesar de talvez ter que readequar gastos com compras, pode esperar promoções vantajosas em passagens aéreas.

“No primeiro semestre, em momentos como esse, encontrava-se bilhetes para Miami [EUA] por 300 dólares”, diz Magda Nassar, presidente da Braztoa.

O lado bom dessa oscilação é que ela acontece em um momento de baixa temporada, quando poucas pessoas estão programando viagens.

“Para períodos de grande demanda, como o Réveillon, o planejamento só deve começar para valer a partir de setembro”, sugere Marcelo Paolillo, diretor da agência Flytour.

O problema, nesse caso, é que não há grande certeza sobre os rumos da moeda. “É o pior quadro para o turista, pois ele não consegue saber se a viagem vai custar 20% a mais na volta. Mas as perspectivas, por enquanto, não são de baixa.” (Folhapress)

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