Após a decisão judicial que no dia 4 de setembro suspendeu a cobrança no posto de pedágio em Encantado (Vale do Taquari), a EGR (Empresa Gaúcha de Rodovias) está paralisando os investimentos nas estradas estaduais ERS-130 e ERS-129. A medida é motivada pela insustentabilidade financeira nessa praça, que já acumula um déficit superior a R$ 3 milhões.
“Assim, a EGR se viu obrigada a paralisar qualquer tipo de intervenção nessas rodovias, o que inclui obras de investimento, manutenção, ações de conservação e prestação de atendimentos de guincho e ambulância”, ressalta o site www.egr.rs.gov.br. “Além disso, estão sendo suspensos também os contratos com empresas que atuam na área de operação da praça de pedágio”.
De acordo com a pesquisa da CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgada na última terça-feira, a ERS-129 apresenta pavimento e sinalização avaliados como “regulares”, ao passo que a ERS-130 apresenta avaliação de pavimento “ótima” e sinalização considerada “boa”.
Atuação
Vinculada à Selt (Secretaria de Logística e Transportes), a EGR é uma empresa pública criada para administrar as estradas com pedágio pertencentes ao Estado do Rio Grande do Sul. A atuação tem por base a contratação de empresas para o trabalho de arrecadação, manutenção, conservação, pintura e melhorias das rodovias.
Com o fim dos contratos de concessão das estradas gaúchas, em 2012 o governo do Estado seguiu o modelo de pedágios públicos. Atualmente, a EGR administra 14 praças de pedágio e mais de 900 quilômetros de rodovias, por onde passam cerca de 40 milhões de veículos a cada ano. Para dar conta dessa demanda, a empresa conta com uma estrutura de quase 70 funcionários, contratados mediante concurso público.
(Marcello Campos)
