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Com doença cardíaca, mulher espera há 8 anos para consulta no hospital

Maria Joaquina Furtado Pinto sofre de isquemia cardíaca. Defensoria Pública foi acionada para que ela seja atendida pela rede pública de saúde até 7 de julho. (Crédito: Reprodução)

Com fortes dores no peito e sintomas de entupimento de veias, uma mulher de 55 anos aguarda há oito anos para conseguir a primeira consulta com cardiologista na rede pública de saúde do Distrito Federal. O encaminhamento foi dado em 14 de agosto de 2008 por um médico do posto de saúde de Ceilândia. O mesmo profissional reforçou o pedido em duas ocasiões – 28 de julho de 2015 e 9 de junho de 2016. Em nota, a Secretaria de Saúde afirmou haver no sistema apenas a solicitação do ano passado e disse que Maria Joaquina Furtado Pinto aguarda na fila, que é organizada de acordo com a gravidade dos casos.

Abandono. 

A mulher sofre de isquemia cardíaca. Considerada uma doença silenciosa, o problema se caracteriza pela diminuição da passagem de sangue pelas artérias coronárias e pode matar. Para o médico, há necessidade de que Maria Joaquina seja submetida a cateterismo. O custo do procedimento varia entre 3 mil reais e 4 mil reais. “O sentimento é de abandono. A gente busca, a gente paga imposto, a gente tenta fazer de tudo. Meu pai é super-honesto com os impostos, batalha, paga tudo em dia, mas a gente não tem retorno, é um descaso. A gente é cidadão e fica assim. A qualquer hora minha mãe pode morrer. Vê-la esperando que direitos fundamentais básicos sejam assegurados é vergonhoso”, declarou o filho da paciente sem atendimento, Adriano Gomes.  Ele  procurou a Defensoria Pública. O órgão deu até o dia 7 de julho para que a Secretaria de Saúde resolva a situação sem que haja uma ação judicial.

Secretaria da Saúde desconsidera a gravidade do caso. 

Entretanto,  a Secretaria de Saúde reforçou, por e-mail, que as consultas de cardiologia são reguladas e marcadas de acordo com a classificação de risco dos pacientes, “priorizando os casos mais graves”. “A paciente está nesta regulação para a consulta. Em caso de emergência, enquanto aguarda pela avaliação do cardiologista no ambulatório, a paciente deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência”, registrou o órgão.

 

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