O fechamento do dólar em queda de 1,09% na sexta-feira, a 3,76 reais, marcou a maior baixa semanal desde 2008, em meio ao impacto da nova fase da Operação Lava-Jato, que atingiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde a segunda-feira, o dólar acumulou queda de 5,93%, maior recuo semanal desde outubro de 2008.
Além do cerco a Lula, a pressão sobre a presidenta Dilma Rousseff, alvo de processo de impeachment, vem sendo bem recebida pelo mercado, pois uma eventual troca no governo poderia trazer de volta a confiança e abrir espaço para mudanças na política econômica.
“Dilma já está muito fragilizada e, com isso, a oposição ganha mais força”, avaliou o operador de uma corretora paulista. “Se os protestos marcados para o dia 13 de março obtiverem a adesão desejada por seus organizadores, a situação pode ficar ainda pior para ela.”
Ainda assim, alguns analistas ponderam que as turbulências políticas podem dificultar ainda mais a governabilidade no presente. Também não é certo que a hipótese de saída da presidente abra espaço para um governo mais apto a promover as dolorosas reformas que muitos acreditam ser a chave para a recuperação.
