O Brasil chega para os Jogos Paralímpicos de Tóquio com sua maior delegação em uma edição fora do País. No total são 434 pessoas que estarão no Japão, sendo 260 atletas. A meta para o evento que começa no dia 24 é manter o Brasil no top 10 do quadro de medalhas e, se possível, superar o desempenho dos Jogos do Rio 2016, quando terminou na oitava colocação no final.
A superação tem sido uma constante nesse ciclo olímpico, que foi um pouco mais longo, de cinco anos, por causa da pandemia. Nos eventos que ocorreram antes da disputa em Tóquio, o Brasil bateu recorde de medalhas nos Jogos Parapan-Americanos de Lima e terminou em uma inédita segunda colocação no Mundial de Atletismo de Dubai, ambos eventos ocorridos em 2019.
Em Londres 2012, a última edição fora do Brasil, a delegação nacional contou com 178 atletas, até então a maior delegação. O número para a capital japonesa só é superado pela participação no Rio, quando o Brasil garantiu vagas em todas as modalidades por ser país sede e contou 286 atletas no total.
Outro objetivo dos atletas brasileiros é alcançar a centésima medalha de ouro paralímpica brasileira. Contando todas as edições, o País já subiu 87 vezes no lugar mais alto do pódio. Em Tóquio, haverá representantes do País em 20 das 22 modalidades. As exceções são o basquete em cadeira de rodas e o rugby em cadeira de rodas. O atletismo é o esporte com maior representação brasileira: 64 nomes, três a mais que no Rio.
Haverá competidores do Brasil também nas duas modalidades estreantes: no parabadminton, Vitor Tavares, na classe SS6 (nanismo), buscará o inédito ouro. E, no parataekwondo, são três atletas: Silvana Cardoso, Nathan Torquato e Débora Menezes, todos da classe K44 (amputação de braço).
As primeiras medalhas brasileiras devem sair da natação, que começa no primeiro dia do evento. O Brasil contará com nomes de peso como o multimedalhista Daniel Dias (classe S5), Carol Santiago (S12) e Phelipe Rodrigues (S10).
Também no primeiro dia haverá um grande desafio para a seleção masculina de goalball, bicampeã mundial. Logo na estreia, a partir das 21h (de Brasília), enfrentará a Lituânia, sua arquirrival, pela primeira fase do Grupo A. O time feminino jogará no mesmo dia, às 5h30, contra os EUA.
Vale ficar de olho ainda nos dias iniciais de competição no futebol de 5, que buscará o pentacampeonato paralímpico. O Brasil está no grupo A, junto com os donos da casa, e estreia no dia 29 de agosto contra a China, atual campeã asiática. A final está marcada para 4 de setembro.
O atletismo, como tradição começa na metade final dos Jogos, após a natação. A principal atenção fica por conta dos 100m na classe T47 (amputação de braço). No Mundial de Dubai, em 2019, o Brasil conseguiu pódio triplo e terminou a competição também com o recorde mundial de Petrúcio Ferreira. Na ocasião, completaram o pódio Washington Junior com a prata e Yohansson Nascimento, com o bronze. Os dois primeiros competirão em Tóquio. Yohansson deixou as pistas e é atualmente o vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
