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Etíope ultrapassa queniano nos segundos finais e vence corrida de São Silvestre

Muse Gizachew completou a prova em 1h08min38s. (Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil)

O etíope Muse Gizachew protagonizou uma chegada emocionante e venceu a 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, realizada na manhã da última terça-feira (31), em São Paulo. Em um desfecho marcado por forte disputa, o atleta ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech nos metros finais e garantiu o título da tradicional prova de 15 quilômetros.

A definição da corrida masculina aconteceu a cerca de 50 metros da linha de chegada, quando Gizachew acelerou e deixou para trás Kipkoech, que liderava o pelotão nos instantes decisivos. O etíope cruzou a linha final com o tempo de 1h08min38s, quatro segundos à frente do rival queniano, que completou a prova em 1h08min42s. O brasileiro Fábio Jesus terminou na terceira colocação, com o tempo de 1h09min15s, sendo o melhor atleta nacional na competição.

A disputa masculina foi marcada por ritmo intenso desde os primeiros quilômetros, com um grupo compacto de atletas africanos se alternando na liderança. O desempenho de Gizachew chamou a atenção pela consistência ao longo do percurso e pela explosão final, decisiva para a conquista do título em uma edição histórica da prova, que celebrou 100 anos.

Feminina

Na prova feminina, a tanzaniana Sisilia Panga quebrou a hegemonia das atletas quenianas e conquistou a vitória com uma atuação dominante. Ela completou o percurso em 51min09s, após liderar a corrida desde os quilômetros iniciais. A queniana Cynthia Chemweno ficou com a segunda colocação, ao marcar 52min30s. A brasileira Núbia de Oliveira repetiu o desempenho da edição anterior e garantiu o terceiro lugar, com o tempo de 52min42s.

Logo após cruzar a linha de chegada, Sisilia Panga passou mal e desmaiou, gerando preocupação entre o público e a organização. A atleta recebeu atendimento médico imediato no local e, segundo informações oficiais, passa bem.

A 100ª edição da São Silvestre reuniu milhares de corredores profissionais e amadores nas ruas da capital paulista, reafirmando o status da prova como uma das mais tradicionais do calendário esportivo mundial. Criada em 1925, a corrida é conhecida tanto pelo alto nível técnico quanto pelo caráter festivo, que marca o encerramento do ano esportivo no Brasil.

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