Além do consistente trabalho autoral iniciado na segunda metade da década de 1980, o cantor e compositor porto-alegrense Dudu Sperb, 58 anos, ficou conhecido por interpretar milongas, tangos, boleros, sambas e choros, além de fazer shows dedicados a Chico Buarque, Elis Regina, Caetano Veloso, Noel Rosa, Adoniran Barbosa, Cole Porter e bossa nova.
Pois agora ele abriu um processo de financiamento coletivo para viabilizar o seu quinto álbum, o CD intitulado “Navegante – Dudu Sperb recebe Guinga”. Em destaque, somente composições do genial violonista e compositor carioca que está entre os nomes mais importantes da música popular brasileira.
E quem quiser colaborar com a realização deste novo trabalho pode acessar o site Catarse e verificar quais são os valores e recompensas disponíveis. O endereço é www.catarse.me/navegante.
Na imagem do projeto gráfico (assinado pelo próprio artista), o recorte de um registro feito pelo fotógrafo Claudio Etges durante o primeiro show de Dudu e Guinga em Porto Alegre, no início de 2018, no StudioClio.
“Eu escolhi o detalhe desta imagem porque traz o congraçamento, a união, a amizade, o encontro, a força, enfim, tantas coisas representativas. Somos navegantes de mãos dadas…”, ressalta Dudu. O site oficial é www.dudusperb.com.br
Além do CD, o novo projeto inclui um show de lançamento, com a presença do violonista carioca. O espetáculo está marcado para o dia 17 de maio (sexta-feira), novamente no StudioClio – rua José do Patrocínio nº 698 (bairro Cidade Baixa).
Biografia
Nascido na capital gaúcha em 19 de abril de 1961, Dudu Sperb mantém com a música uma relação que vem desde a infância. “Cantar sempre foi uma alegria e uma necessidade, uma brincadeira e uma válvula de escape, algo frequente e espontâneo”, diz ele em seu site.
Por volta dos 14 anos, aprendeu um pouco de violão, o que intensificou seu prazer de cantar e lhe permitiu desenvolver de forma mais consciente seus modos de expressão, sua sensibilidade. Até que, no começo de 1988, montou seu primeiro show, “Da Maior importância”, acompanhando-se ao violão em composições de Caetano Veloso.
Desde então, passou a se apresentar pela cidade, em lugares como o saudoso Porto de Elis, a Casa de Cultura Mário Quintana e o Theatro São Pedro. Trabalhou com músicos como Adão Pinheiro, Paulo Dorfman, Toneco da Costa, Fernando do Ó, Pedrinho Figueiredo, Michel Dorfman, Mauricio Marques, Vagner Cunha e Luiz Mauro Filho.
Apresentou diversos shows dedicados ao cancioneiro brasileiro e à obra de compositores fundamentais (a exemplo de Chico Buarque, Noel Rosa, Adoniran Barbosa), ou mesmo a outros intérpretes, como a conterrênea Elis Regina. Também participou de diversos projetos em que dividiu o palco com artistas locais e de outros Estados – Zé Miguel Wisnik, Guinga, Ná Ozetti, Arthur Nestrovski e Milton Nascimento.
Em 2003 lançou um livro/CD de canções tradicionais francesas para crianças: “Comptines à Jouer”, sob encomenda da Aliança Francesa de Porto Alegre. Além de selecionar e interpretar as canções, foi responsável pelos arranjos e execução dos instrumentos, desenhos e arte-final.
Já dois anos depois, foi a vez do espetáculo “Arrabalero”, destacando gêneros sortidos como tango, bolero, milonga, valsa, choro, marchinha e samba, comentando influências da música do Rio Grande do Sul. O show foi indicado ao Prêmio Açorianos de Música daquele ano na categoria Melhor Espetáculo e circulou por vários espaços de Porto Alegre e Interior gaúcho.
Em 2008, lançou o CD “Arrabalero”, executado com financiamento parcial do Fumproarte e produção de Arthur De Faria, antes de voltar a se dedicar, em 2011, à obra de Caetano Veloso, reunindo canções do mestre baiano sob um novo foco no show “Coração Sol”.
O ano de 2013 marcou dois novos espetáculos: “Jogo de Ginga”, apresentando canções sobre o futebol, e “So in Love”, um diálogo entre canções brasileiras e do norte-americano Cole Porter. Por fim, em 2015 veio o CD “Coração Sol”, com canções de Caetano Veloso registradas em um show no Theatro São Pedro. Esse trabalho recebeu indicações ao Prêmio Açorianos de Música, nas categorias Melhor Intérprete e Melhor Instrumentista (Vagner Cunha).
(Marcello Campos)
