Ícone do site Jornal O Sul

Com Vorcaro preso, na Superintendência da Polícia Federal, saiba quais são os próximos passos para sua delação premiada

Apenas um ministro do Supremo, além do próprio Gilmar Mendes, organizador do evento, foi a Lisboa. (Foto: Antonio Augusto/STF)

A transferência de Daniel Vorcaro para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília (DF), marca o início das tratativas para um acordo de colaboração premiada. O banqueiro chegou de helicóptero no início da noite de quinta-feira às dependências da corporação, após firmar um termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

A expectativa da defesa é que, na superintendência da PF, Vorcaro tenha maior acesso aos investigadores, o que pode acelerar o avanço das negociações.

A PF, por sua vez, aposta que uma eventual colaboração abra novas frentes de investigação, especialmente em relação a políticos citados pelo banqueiro. A partir disso, investigadores poderão aprofundar a apuração sobre encontros, contratos e relações do banqueiro com autoridades dos três Poderes.

Como mostrou o jornal O Globo, a Polícia Federal prepara um relatório com os primeiros achados extraídos do celular e de arquivos de Daniel Vorcaro, que podem atingir figuras políticas. O documento deve ser encaminhado nos próximos dias ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.

O que é conhecido popularmente como delação premiada é chamado, na lei, de colaboração premiada. Trata-se de um acordo que pode ser firmado por investigados ou réus – estejam presos ou não – em troca de benefícios, como redução de pena, regime mais brando ou, em situações específicas, até o perdão judicial.

Para que seja válido, o colaborador precisa apresentar informações que contribuam efetivamente para a investigação, como a identificação de outros envolvidos, a estrutura do grupo, a recuperação de valores desviados ou a prevenção de novos crimes.

Fase inicial

Vorcaro ainda está na fase inicial de negociação. Preso desde 4 de março na penitenciária federal de Brasília, ele foi transferido após decisão judicial motivada por pedido da defesa, que indicou a intenção de colaborar.

Nesse estágio, o investigado apresenta aos procuradores e à polícia uma proposta de colaboração, com um relato preliminar do que pode entregar, os fatos que pretende narrar e os nomes envolvidos.

Os benefícios não são definidos de forma automática: eles são negociados entre a defesa, Ministério Público, PF e formalizados em um acordo. Esse instrumento pode prever redução de pena, regime diferenciado, eventual prisão domiciliar ou até perdão judicial, além de obrigações como a devolução de valores. (Com informações do portal de notícias InfoMoney)

Sair da versão mobile