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Uma comissária da companhia aérea Gol recebeu voz de prisão após tentar impedir um delegado de embarcar com duas armas

A Gol cobrará tarifas de R$ 10 a R$ 20, dependendo da categoria da passagem, para reservar o assento. (Foto: Reprodução)

Uma supervisora da Gol recebeu voz de prisão após tentar impedir um delegado da Polícia Civil de embarcar em uma aeronave porque ele estava armado. O caso foi registrado no sábado, no aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues, em Palmas (TO). A mulher foi levada para a Central de Flagrantes da região sul da capital, onde foi ouvida e liberada.

A Gol foi questionada e disse que “visando a segurança dos seus clientes, informa que cumpre integralmente a legislação vigente da Anac.” O delegado Felipe Crivelaro contou que embarcou normalmente no aeroporto de Araguaína, no Norte do Tocantins, mas foi impedido de embarcar em outra aeronave durante escala em Palmas.

“Fui embarcar portando duas armas curtas, de acordo com a normativa da Polícia Federal, mas a encarregada não me permitiu entrar na aeronave. Não se dispôs a entrar em contato com os superiores. Delegados da Polícia Federal entraram em contato com o aeroporto, mas ela não quis liberar. Dei voz de prisão e ela está sendo ouvida e vai ser autuada em flagrante por constrangimento ilegal”, contou.

Após a mulher ser presa, o delegado conseguiu embarcar e seguiu para Brasília (DF). “A lei é para todos. Se a normativa da Polícia Federal diz isso, a companhia Gol não pode descumprir”, afirmou o delegado.

Conforme o regulamento da Polícia Federal, é possível embarcar com até duas armas curtas sem munição e acompanhadas de até três cargas cada. Já o Sindicato Nacional dos Aeroviários disse que o manual geral de operações da empresa, baseado na legislação vigente, estabelece as pessoas que têm a possibilidade de embarcar em aeronaves com armas.

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