Apesar da herança de exploração com colonizações de holandeses e ingleses, a Guiana é um dos países que mais crescem no mundo atualmente. O país sempre foi um dos mais pobres da América do Sul, mas isso começou a mudar a partir de 2015, com a descoberta de petróleo na região de Essequibo.
Por causa do petróleo, a Guiana é hoje o país que mais cresce no mundo, a números impressionantes. Apenas no ano passado, o crescimento foi de 62%.
Com uma reserva de 11 bilhões de barris de petróleo, Essequibo é alvo do presidente venezuelano Nicolás Maduro, que aprovou no início do mês referendo para anexar a área à Venezuela. Os governos dos dois países vão sentar para falar sobre a região na próxima quinta-feira (14) e o presidente Lula foi convidado.
Em teoria, a média do PIB (Produto Interno Bruto) da Guiana é a quarta maior do continente, atrás apenas dos Estados Unidos, Canadá e Bahamas.
Apesar disso, a concentração de renda ainda é grande: a maior parte da população continua pobre e há denúncias de corrupção interna. Todo o petróleo encontrado na Guiana está no mar da província de Essequibo.
Nicolás Maduro confirmou nessa segunda-feira (11) que se reunirá com o presidente da Guiana, Irfaan Ali, nesta quinta-feira (14). Esta é a primeira vez que Maduro confirma presença no encontro, que ocorrerá em São Vicente e Granadinas, país do Caribe, e será intermediado pelo Brasil.
Em carta endereçada ao primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, o líder venezuelano defendeu o diálogo para resolver a crise – a Venezuela reivindica o território de Essequibo, uma área maior que a Inglaterra e o estado do Ceará que atualmente faz parte da Guiana. Na semana passada, seu governo realizou um referendo sobre a anexação da região.
No entanto, Maduro reafirmou também no documento o direito “legítimo” da Venezuela sobre Essequibo e disse que vai querer debater, no encontro, a “interferência” dos Estados Unidos na disputa.
Na semana passada, após o governo venezuelano lançar um novo mapa oficial contemplando a região guianesa, os Estados Unidos anunciaram sobrevoos militares sobre Essequibo e o resto da Guiana. Caracas chamou as manobras de provocação.
“Nossa posição sempre foi a via de diálogo com a Guiana, para conseguir uma solução prática ao embate (…). Desejo que (o encontro) se transforme em um ponto de partida para o retorno às negociações diretas entre ambos os países”, disse Maduro, na carta que ele mesmo divulgou em suas redes sociais. As informações são do portal de notícias G1.
