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Como se proteger do zika vírus neste carnaval

Aglomerações podem ser um “prato cheio” para o vírus. (Foto: Prefeitura de Recife/Fotos Públicas)

Neste verão, as grandes aglomerações que fazem do carnaval uma das maiores festas de rua do Brasil podem ser um “prato cheio” para o vírus zika. Algumas capitais brasileiras com tradicionais carnavais à céu aberto têm alta densidade do mosquito Aedes aegypti e, com o calor, a possibilidade de pancadas de chuva e a reunião de pessoas com poucas roupas e vulneráveis às picadas, os números de casos podem aumentar.

Na sexta-feira, a Fundação Oswaldo Cruz anunciou ter detectado a presença do vírus em saliva e urina de duas pessoas infectadas. Apesar de não ser possível afirmar que essa possa ser uma forma de transmissão, os cientistas sugerem alguns cuidados em relação ao zika durante o feriado, especialmente para as grávidas. “Para os foliões, os cuidados devem ser os mesmos que já vêm sendo tomados: usar repelente, evitar os horários de circulação do mosquito e, principalmente, eliminar os criadouros”, afirma o médico Ricardo Hayden, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia. Entre as recomendações, estão: reaplicar o repelente de três em três horas; usar roupas leves, mas de mangas compridas; fugir dos horários de circulação do mosquito; se estiver grávida, evitar grandes aglomerações; usar preservativo; e, por fim, combater o mosquito – está é a única forma comprovadamente eficaz de evitar o zika vírus. Elimine possíveis criadouros (locais com água parada ou reservatórios que possam acumular líquido), instale telas de proteção nas janelas e portas e use mosquiteiros.

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