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Confederação Brasileira de Futebol cria comissão de combate à violência nos estádios e promete medidas de segurança

Presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, visita Villasanti no hospital após ele ser atingido por uma pedra. (Foto: Reprodução)

A Assembleia Geral Extraordinária que ratificou, nesta segunda-feira (7) as mudanças feitas no estatuto da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) também serviu para os cartolas iniciarem – ainda que timidamente – uma movimentação contra a violência nos estádios. Os dirigentes decidiram criar um grupo de estudos e convocar representantes de diferentes segmentos da sociedade para debater o tema. Por ora, essa é a medida mais efetiva tomada pela entidade máxima do futebol brasileiro para tentar diminuir as cenas de barbárie vistas neste início de temporada.

Nas últimas semanas, cenas de violência foram registradas no entorno de diversos estádios do País. Jogadores foram atingidos por pedras ou mesmo bombas na Bahia, no Rio Grande do Sul e em Pernambuco. No domingo, dois torcedores foram baleados em Belo Horizonte.

O Grenal inicialmente marcado para o dia 26 de fevereiro teve de ser adiado depois que torcedores do Inter cercaram o ônibus do Grêmio, que acabou sendo atingido por pedradas. O paraguaio Villasanti sofreu traumatismo craniano, mas já está recuperado.

A criação de um grupo de estudos foi anunciada no início do encontro desta segunda-feira. “Por proposta dos clubes e da própria CBF, saímos com uma política de ter uma comissão que possa trazer seminários e debates envolvendo toda a sociedade”, disse o presidente interino da CBF, Ednaldo Rodrigues.

“Não só os clubes da Série A, mas os clubes das Séries B, C e D, imprensa, OAB, STJD e todos os outros segmentos, inclusive internacionais (serão chamados), para que possamos trabalhar sempre no sentido de combater a violência nos estádios. Isso tem prejudicado muito o futebol em todo o mundo, principalmente nessas últimas situações aqui no Brasil”, sustentou Rodrigues.

Ficou nomeado o advogado Pedro Trengrouse como coordenador de um grupo de trabalho para dar sequência às questões relacionadas a tal manifesto.

“Nosso trabalho consiste sempre, desde quando fui presidente de Federação na Bahia, em dialogar exaustivamente e pacificar. Tudo isso foi construído, não foi fácil. O futebol brasileiro precisa de paz, de uma página mais alegre. Foi possível construir isso exatamente porque sempre fomos abertos ao diálogo, e sempre estivemos de frente para falar com qualquer um de vocês, qualquer tema. Quem tem a verdade não tem medo e nem se escuda em terceiros. Esse momento foi construído com credibilidade e muito diálogo, que continuará permanentemente enquanto eu estiver à frente desta casa”, afirmou o Presidente Ednaldo Rodrigues ao final da reunião. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da CBF.

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