Embora o cancelamento da Copa América tenha sido discutido na última reunião da Conmebol, na segunda-feira, após a desistência da Argentina, o tema foi logo descartado pelos dirigentes das federações nacionais. O motivo é, sobretudo, financeiro. O orçamento da entidade prevê 122 milhões de dólares (o equivalente a 637 milhões de reais) em gastos com a competição.
A previsão das receitas é menor em relação às edições anteriores, principalmente pela falta de público. Para evitar um prejuízo maior, a Conmebol procurou o Brasil e o presidente Jair Bolsonaro confirmou o País como anfitrião e ainda anunciou as quatro sedes do evento.
A última edição, em 2019, também no Brasil, gerou 118,2 milhões de dólares de faturamento (cerca de 629 milhões de reais), com ações de publicidade, licenciamentos, patrocínios e bilheterias, principal fonte de receita. Naquele ano, os gastos ficaram em 108 milhões de dólares (aproximadamente 609 milhões de reais). O torneio, portanto, foi rentável.
Neste ano, o cenário é bem diferente. Não haverá público nos estádios por conta das restrições impostas pelas autoridades sanitárias para evitar as aglomerações e a aceleração da contaminação pelo novo coronavírus.
Com isso, as receitas da Copa América serão menores que o previsto. A projeção do início do ano era de 641,5 milhões de reais. Os custos já estão definidos em cerca de 637 milhões de reais. A conta, portanto, não vai fechar.
A competição
A divulgou os horários e locais onde serão disputados os jogos da Copa América de 2021, transferida para o Brasil. A estreia da seleção comandada pelo técnico Tite será no próximo dia 13 de junho, um domingo, às 18h (horário de Brasília), contra a Venezuela, no Mané Garrincha, em Brasília.
O formato da competição não foi alterado. As dez seleções do continente estão divididas em dois grupos com cinco times em cada. Os quatro primeiros se classificam às quartas de final. O Brasil está no Grupo B. Além da Venezuela, a equipe canarinho terá pela frente Peru (dia 17, às 21h, no Nilton Santos, no Rio de Janeiro), Colômbia (dia 23, também às 21h e no Nilton Santos) e Equador (dia 27, às 18h, no estádio Olímpico de Goiânia). Os brasileiros só não atuarão na Arena Pantanal, em Cuiabá.
Nas quartas de final, caso avance em primeiro lugar, o Brasil encara o quarto colocado do Grupo B (Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai) às 22h do dia 3 de julho, em Goiânia. Se passar em segundo, atua no mesmo dia, no Mané Garrincha, mas às 19h, contra o terceiro da outra chave.
Classificando-se em terceiro no Grupo A, os brasileiros terão pela frente o segundo melhor time do Grupo B no dia 2 de julho, às 18h, no Olímpico de Goiânia. Caso só consiga a quarta vaga da chave, a seleção de Tite joga no Nilton Santos, às 21h, contra o líder do outro grupo, também no dia 2.
As semifinais estão previstas para os dias 5 (20h, no Nilton Santos) e 6 (22h, no Mané Garrincha) de julho. A disputa do terceiro lugar está marcada para 9 de julho, às 21h, em Brasília. A final da Copa América será em 10 de julho, às 21h, no Maracanã, no Rio de Janeiro.
