Em destaque no Brasil atualmente – devido ao aumento de casos e da chegada do imunizante – a dengue possui quatro sorotipos diferentes (com distintos materiais genéticos e linhagens) em circulação no país. Esses tipos são nomeados: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Eles pertencem à família Flaviridae e são vírus que só contêm RNA na composição.
A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pode evoluir para quadros graves de saúde.
O primeiro deles, o DEN-1, o que afeta mais a população brasileira e é considerado o mais transmissível dos quatro, podendo causar grandes epidemias rapidamente, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Apesar disso, ele é considerado o tipo que causa menos gravidade nos enfermos. Segundo a Fiocruz, o DEN-3 é o responsável por causa as consequências mais preocupantes da dengue.
A ordem de potencial gravidade é: DEN-3, DEN-2, DEN-4 e DEN-1, do tipo mais perigoso para o menos.
Quando uma pessoa adoece com dengue, tendo entrado em contato com qualquer um dos quatro tipos do vírus, e se recupera, ela passar a ficar imune aquele tipo.
No entanto, ela ainda pode adoecer outras três vezes, caso seja infectado pelos outros tipos de dengue restantes.
Ao se infectar pela segunda vez, o paciente corre grandes riscos de desenvolver formas mais graves da doença, inclusive a mais perigosa delas, conhecida como dengue hemorrágica.
A dengue hemorrágica pode afetar pessoas de quaisquer idades, mas os idosos, pessoas que possuem doenças crônicas (como diabetes ou hipertensão) são os mais fragilizados diante dela.
O Brasil é o segundo país da América Latina com o maior número de casos de dengue hemorrágica, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Vacinas
A distribuição da vacina contra a dengue para os 521 municípios selecionados pelo governo federal começa na próxima semana. O Rio Grande do Sul não tem cidades contempladas pela medida nesse primeiro momento.
O anúncio foi feito pelo diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eder Gatti, em reunião tripartite na sede da Organização Pan-americana da Saúde (Opas), em Brasília.
A pasta aguardava a tradução para o português da bula do imunizante Qdenga, uma exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ao fabricante, o laboratório japonês Takeda.
Na quarta-feira (31), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse que a questão seria resolvida por meio do envio do arquivo em formato digital.
Em razão de uma quantidade limitada de doses a serem fornecidas por parte do próprio laboratório, a vacinação contra a dengue vai priorizar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações depois dos idosos.
Pessoas com mais de 60 anos não têm indicação para receber a dose em razão da ausência de estudos clínicos.
A previsão do ministério é que as doses adquiridas possam imunizar cerca de 3,2 milhões de pessoas ao longo de 2024.
“São quase 40 anos enfrentando epidemias de dengue”, lembrou Nísia, ao destacar que, este ano, a explosão de casos foi agravada pelas mudanças climáticas e as altas temperaturas. “É o momento de estarmos juntos, o Brasil unido pela dengue”, disse a ministra. As informações são da CNN e da Agência Brasil.
