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Conselheiro de administração da Petrobras renuncia

Valor nas refinarias sobe 0,5%, para R$ 1,8326, a partir desta terça-feira. (Foto: EBC)

A Petrobras informou que o presidente do conselho de administração da companhia, Luiz Nelson Guedes de Carvalho, e o conselheiro Francisco Petros Oliveira Lima Papathanasiadis apresentaram na terça-feira (1º) suas renúncias aos respectivos cargos, bem como aos comitês do conselho dos quais faziam parte.

Em comunicado nesta quarta-feira (2), a petroleira disse que, por decisão do conselho de administração, o conselheiro Jerônimo Antunes exercerá interinamente as funções da presidência do conselho.

Segundo a estatal, Jerônimo Antunes é membro do conselho de administração da Petrobras desde julho de 2015, membro do Comitê de Auditoria desde setembro de 2015 e presidente deste Comitê desde agosto de 2016.

Além disso, é presidente do Comitê de Auditoria Estatutário do Conglomerado Petrobras e já foi membro do conselho de administração e presidente do Comitê de Auditoria Estatutário da BR Distribuidora.

Nesta quinta-feira (3), deve tomar posse como novo presidente da Petrobras o economista Roberto Castello Branco. Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, Castello Branco substitui Ivan Monteiro.

O novo presidente, que também será membro do conselho, é graduado em economia, com doutorado na Fundação Getulio Vargas (FGV EPGE) e pós-doutorado na Universidade de Chicago, mesma escola do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Castello Branco também já foi diretor da mineradora Vale, do Banco Central, do Banco Boavista e do Banco InterAtlântico, além de ter sido membro do conselho de administração da Petrobras entre maio de 2015 e abril de 2016.

Crítico à intervenção do Estado na economia, Castello Branco é defensor da privatização não só da Petrobras, mas de outras empresas estatais. Em junho de 2018, após a demissão de Pedro Parente da presidência da petroleira durante a greve dos caminhoneiros, Castello Branco escreveu um artigo no jornal Folha de S.Paulo defendendo que “é inaceitável manter centenas de bilhões de dólares alocados a empresas estatais em atividades que podem ser desempenhadas pela iniciativa privada”.

No mesmo artigo, ele também criticou o “desenvolvimentismo do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento”, dizendo que ele gerou um “excesso de oferta de fretes rodoviários”, que, segundo ele, foi o fator gerador da grave dos caminhoneiros.

O economista se tornou como membro do conselho administrativo da Petrobras em 2015, por indicação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), mas ficou pouco tempo, saindo em 2016.

Castello Branco também foi professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) e depois presidente executivo do grupo educacional Ibmec (1981 e 1984). Ele e Paulo Guedes, o superministro da Economia, são amigos desde essa época. Participou do Conselho Diretor de várias entidades de classe ligadas ao mercado de capitais, mineração, comércio internacional e investimento direto estrangeiro.

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