Ícone do site Jornal O Sul

Consultora explica a necessidade de trabalhar a sucessão dentro das famílias empresárias

Consultora explica os motivos que levam o tema ser pertinente dentro das famílias empresárias (Foto: Reprodução)

Muito se fala da necessidade de discutir a sucessão dentro das famílias empresárias. Mas quando é o melhor momento? A psicóloga, palestrante e consultora empresarial Helena Brochado afirma que o ideal é quando existe saúde financeira, mental e física dos fundadores, herdeiros e sucessores e tempo hábil para se executar essa jornada de forma preventiva. Esse processo pode ser simples, desde que se tenha coração, mente e intenção abertas para a caminhada.

A sucessão tem tudo para ser um grande êxito quando os herdeiros, sucessores e fundadores estão alinhados dentro de um mesmo propósito. Ou seja, têm a clareza dos papéis de cada um e o impacto que o negócio gera na sociedade. Quanto mais claro estiver o porquê fazemos o que fazemos, para onde a família quer ir com esse negócio e em que a família serve a empresa e vice-versa, maiores são as chances de se ter uma sucessão exitosa! A especialista destaca outros aspectos necessários de compreender: Como se dão os reconhecimentos internamente e por que e qual a necessidade de manterem o empreendimento?

Com Propósito, fundada pela psicóloga, palestrante e consultora empresarial Helena Brochado, que trabalha a sucessão nas empresas familiares em diferentes segmentos do mercado nacional como a agronegócio, o varejo, o industrial ou de serviços.

“A passagem do bastão é processada lentamente. Quanto mais negociada e suave for essa transição, melhor para todos pois evita-se surpresa. Essa, aliada com uma má comunicação e segredos entre familiares colocam em risco todo o futuro do negócio, da família e até mesmo do patrimônio. Olhar para a sucessão com naturalidade e com a certeza de que se a família quiser manter o negócio, terá que enfrentar essa caminhada é uma mudança na mentalidade das famílias empresárias que vem contribuindo para enfraquecer a força do ditado: avô rico, pai nobre, neto pobre”, explica Helena.

A psicóloga, que acompanha de perto os desafios de preparar famílias empresárias brasileiras, diz ser perceptível o aumento da preocupação dos fundadores de ‘desapegar’ de suas funções administrativas para passar o bastão, bem como a necessidade do sucessor de se preparar para assumir a gestão do empreendimento.

“Não que seja fácil. Porém, o tema está cada vez mais presente na pauta dos empresários e empresárias”, disse a psicologa.

A mudança das cadeiras pode vir acompanhada do medo. Emoção comum nesses processos e que pode, literalmente, paralisar o dia a dia organizacional com o receio do que pode acontecer com a troca da gestão. “A preocupação de encontrar o sucessor correto vai muito além das competências técnicas (hard skills) para tocar adiante o legado. É necessário alinhar as soft skills com vocação e dizer sim ao processo como um todo para que ocorra a legitimidade dentro e fora da família. Isso tudo não acontece da noite para o dia, é construído por várias mãos e conquistado por aqueles que realmente querem” destaca Helena.

“Quando o assunto é sucessão familiar faz-se necessário a compreensão das perspectivas futuras da família, do planejamento do negócio e do patrimonial. Essa combinação de fatores é imprescindível para que a sucessão seja literalmente um sucessão. Por isso, a hora é agora!”, reitera Helena.

Sair da versão mobile