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O Brasil teve um rombo de 25 bilhões de reais nas contas públicas em março, o pior resultado para o mês

No acumulado do ano, governo teve déficit de R$ 83,8 bilhões. (Foto: Divulgação)

As contas do setor público consolidado, que englobam governo federal, estados, municípios e empresas estatais, registraram déficit primário de R$ 25,1 bilhões em março, informou o BC (Banco Central) nesta segunda-feira (30).

Isso significa que a soma das despesas desses entes superou a das receitas com impostos e contribuições em R$ 25,1 bilhões no mês passado. Essa conta, porém, não inclui os gastos com o pagamento dos juros da dívida pública.

Ao decompor o resultado do mês passado, temos que: o governo federal respondeu por um déficit primário de R$ R$ 25,5 bilhões; os estados e municípios apresentaram um resultado positivo de R$ 552 milhões; as empresas estatais registraram resultado negativo de R$ 156 milhões.

Em todo ano de 2017, as contas do governo federal tiveram um déficit primário R$ 110,58 bilhões, ou 1,69% do PIB (Produto Interno Bruto). Foi o quarto ano seguido de rombo nas contas públicas.

No primeiro trimestre deste ano, porém, as contas do governo apresentaram um superávit primário (receitas maiores do que despesas, sem contar juros da dívida pública) de R$ 4,4 bilhões. Isso representa melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 2,2 bilhões.

IGP-DI

O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta manhã de segunda-feira pelo Banco Central, mostrou que a mediana das projeções do IGP-DI de 2018 passou de 4,50% para 4,52%. Há um mês, estava em 4,40%. No caso de 2019, o IGP-DI projetado permaneceu em 4,25%, ante 4,27% de quatro semanas antes.

Calculados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), os IGPs (Índices Gerais de Preços) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.

Outro índice, o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), conhecido como a inflação do aluguel, foi de 4,59% para 4,78% nas projeções dos analistas para 2018. Quatro levantamentos antes, estava em 4,51%. Para 2019, a projeção passou de 4,40% para 4,44%, ante 4,30% de quatro semanas atrás.

Já a mediana das previsões para o IPC-Fipe de 2018 seguiu em 3,09% no Focus. Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 3,29%. No caso de 2019, a projeção recuou de 4,06% para 4,00%, ante 4,10% de um mês antes.

Superávit comercial

Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2018 na pesquisa Focus realizada pelo Banco Central. A estimativa de superávit comercial passou de US$ 55,00 bilhões para US$ 56,10 bilhões. Um mês atrás, a previsão estava em US$ 55,00 bilhões. Para 2019, a estimativa de superávit foi de US$ 45,33 bilhões para US$ 45,00 bilhões, ante US$ 45,65 bilhões de um mês antes.

 

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