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Contas na Suíça não tiram o apoio dos principais partidos ao presidente da Câmara dos Deputados

Na primeira sessão depois da publicação de documentos que comprometem o parlamentar, nenhum integrante dos grandes partidos questionou Eduardo Cunha no plenário. (Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara)

Mesmo após virem à tona documentos ligando o nome do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a contas secretas no exterior, líderes das principais bancadas de oposição e do governo continuaram, nos bastidores, dando suporte político para que o dirigente da Casa permaneça no cargo. Na primeira sessão após a publicação de evidências que comprometem o peemedebista, nenhum integrante dos grandes partidos questionou Cunha no plenário.

A oposição reiterou o pedido de afastamento do parlamentar, mas novamente após combinação prévia com o próprio. O cuidado dos oposicionistas tem o objetivo de manter o apoio do peemedebista a um processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.

Os líderes das bancadas do DEM, Mendonça Filho (PE), do PPS, Rubens Bueno (PR), e da oposição, Bruno Araújo (PE), convocaram uma entrevista na mesma hora em que a maioria dos deputados estava no parlamento. No pronunciamento, afirmaram considerar “gravíssimas” as acusações contra Cunha e que irão defender “com muita ênfase” o afastamento dele do comando da Casa. No plenário, porém, a oposição adotou o silêncio.

Bueno chegou a ir à tribuna criticar a mandatária pelo petrolão e pela “pizza” na CPI da Petrobras, mas não disse uma palavra sobre o peemedebista, que presidia normalmente a sessão. “Impressiona como ele está sendo sustentado pelo silêncio dos líderes. É a casa do cinismo, da hipocrisia, da meia-verdade”, disse o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ).

Na quarta-feira, a oposição apresentou um novo pedido de impeachment com documentos que tentam provar que a petista continuou neste ano a cometer irregularidades fiscais que levaram o TCU (Tribunal de Contas da União) a aprovar a recomendação da rejeição de suas contas de 2014. (Folhapress)

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