Em maio, o Brasil ficou no vermelho em 30,7 bilhões de reais, marcando o pior rombo nas contas públicas para esse mês do ano desde 2001, quando o BC (Banco Central) passou a fazer o levantamento. Trata-se, também, do terceiro pior resultado para qualquer mês do ano, perdendo apenas para dezembro do ano passado e dezembro de 2015.
De acordo com a autarquia, o governo federal teve um déficit de 32,1 bilhões de reais. Parte desse rombo foi amenizada pelas economias feitas por governos regionais e empresas estatais. Ambos registraram superávit de 894 milhões de reais e de 475 milhões de reais, respectivamente.
Como houve meses em que o setor público ficou no azul, o déficit acumulado desde janeiro até aqui é de 15,6 bilhões de reais. No entanto, no mesmo período do ano passado, esse resultado negativo era menor: 13,7 bilhões de reais. No acumulado em doze meses até maio, registrou-se deficit primário de 157,7 bilhões de reais, ou (2,47% do PIB (Produto Interno Bruto).
Em relação ao tamanho da economia, o déficit do setor público está 0,19 ponto percentual maior do que o resultado negativo registrado nos 12 meses terminados em abril. A meta do governo para o ano é manter o rombo em 139 bilhões de reais.
Somente de juros, o País tinha de pagar 36,3 bilhões de reais em maio. Como não economizou nenhum centavo para isso, teve de financiar esse pagamento. Em abril, os juros somaram 28,3 bilhões de reais. Em 12 meses, os juros nominais alcançaram 430,9 bilhões de reais. Isso representa 6,75% do PIB: 0,11 ponto percentual a menos que em relação ao valor registrado em abril.
Governo central
Na semana passada, foi divulgado o resultado do governo central, também com déficit. O governo central (composto por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) apresentou um déficit de 29,37 bilhões de reais em maio, o maior para o mês desde o início da série histórica, em 1997. Nos primeiros cinco meses do ano, o resultado acumulado é de um déficit de 34,9 bilhões de reais, também o pior resultado para o período em 21 anos.
A dívida líquida chegou a 3,1 trilhões de reais. Ou seja, está em 48,1% do PIB, e 0,7 ponto percentual maior em relação ao mês anterior. No ano, o endividamento líquido aumentou 2 pontos percentuais.
Já a dívida bruta do governo federal, INSS, governos estaduais e municipais chegou a 4,6 trilhões de reais em maio. Ela equivale a 72,5% do PIB, o que representa 1,2 ponto percentual acima do verificado no mês anterior.
