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Contrato de gaveta liga Marcos Valério à Operação Lava-Jato

Operador foi condenado a 37 anos de prisão no escândalo do mensalão e cumpre pena em presídio de Minas Gerais. (Foto: Beto Barata/AE)

Condenado a 37 anos de prisão no escândalo do mensalão e cumprindo pena em presídio de Minas Gerais, o operador Marcos Valério pode ser novamente denunciado por lavagem de dinheiro em função das investigações da 27 fase da Lava-Jato. Uma de suas empresas, a 2S Participações, celebrou um contrato de gaveta com uma empresa de Ronan Maria Pinto, como forma de garantir que o empresário recebesse cerca de 6 milhões de reais do PT.

A empresa de Valério acabou não sendo usada para operacionalizar o pagamento – em seu lugar, foi usado um esquema montado por José Carlos Bumlai, pecuarista e empresário de confiança do ex-presidente Lula. Ainda assim, os procuradores entendem que, ao emprestar o nome de sua empresa para tentar resolver o problema, Valério também deve ser investigado. Um depoimento prestado pelo operador à Procuradoria-Geral da República, em 2012, foi utilizado pelos procuradores para embasar parte da operação.

Na tentativa de delação premiada, Valério contou que o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira o procurou em 2004 pedindo ajuda, porque Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho estariam sendo chantageados. (AG)

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