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Conversas de Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e Jaques Wagner deixam de ser sigilosas

A pedido da PGR, Mendonça determinou o levantamento do sigilo de mais 38 processos. (Foto: Carlos Moura/STF)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nessa sexta-feira (11) derrubar o sigilo de casos de grande repercussão política derivados do escândalo do Master. Após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), foram tornadas públicas investigações envolvendo o filme “Dark Horse”, no qual o presidenciável Flávio Bolsonaro é investigado, além de apurações sobre o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Mendonça determinou o levantamento do sigilo de mais 38 processos. Somados aos 15 tornados públicos na quinta-feira (10), 53 ações tiveram a restrição retirada em dois dias.

O inquérito contra Flávio trata do financiamento da cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a investigação, o senador foi o “interlocutor direto” com o banqueiro Daniel Vorcaro para pleitear recursos, que seriam “geridos” posteriormente pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Os dois negam irregularidades.

O processo sobre Ciro Nogueira investiga sua suposta atuação no Congresso em favor de Vorcaro e do Banco Master. A PF aponta pagamento de vantagens financeiras ao senador, que nega as acusações.

Já o inquérito sobre Cláudio Castro trata de supostas irregularidades no aporte de R$ 3,6 bilhões feito pelo Rioprevidência ao Banco Master. Segundo os investigadores, houve uma manobra na direção do fundo para viabilizar operações de alto risco. Castro nega irregularidades.

A decisão acolheu pedido do vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, que apontou que parte dos procedimentos relacionados à investigação da Compliance Zero não havia sido incluída na lista de processos cujo sigilo foi derrubado na quinta-feira.

Entre os casos agora públicos estão investigações sobre “A Turma”, grupo ligado a Vorcaro acusado de perseguir adversários e acessar informações sigilosas; relações do banqueiro com servidores do Banco Central durante a tentativa de aquisição do Master pelo BRB; mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes; e o “Projeto DV”, que investigava a contratação de influenciadores para direcionar a opinião pública sobre o banco. (Com informações do jornal O Globo)

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