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“Coração sangra por mais um filho que se viu obrigado a ir”, diz a mãe de Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro e sua mãe, Rogéria Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

A ex-vereadora Rogéria Bolsonaro (PL), mãe de três filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (Eduardo, Carlos e Flávio), foi às redes sociais nessa quarta-feira (28) lamentar que mais um de seus filhos — o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — tenha sido “obrigado a deixar” o País.

“Meu coração sangra (graças a Deus que é um coração forte), porque mais um filho se viu obrigado a deixar sua pátria amada por causa de perseguições injustas, descabidas e arbitrárias”, escreveu em publicação no X (antigo Twitter).

Flávio deixou o Brasil e fugiu rumo aos Estados Unidos depois de ter perdido a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último domingo (25). Ele e sua família desembarcaram em Miami na manhã dessa quarta-feira (28).

“Agora, são quatro netos que estarei privada de acompanhar de perto seu crescimento, comemorarmos juntos suas vitórias e conquistas e confortar nas horas difíceis. Não poderei estar perto quando tiverem febre, pra colocar a mão em suas testas e verificar se está forte ou não”, publicou.

“Teria muito mais a falar sobre tudo que está acontecendo com minha família, mas não caberia aqui nesse espaço”, emendou.

Fuga para os EUA

Flávio não é o primeiro filho de Rogéria a se autoexilar nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro (PL), ex-deputado federal se estabeleceu no país em 2025 e pediu licença do mandato em março daquele ano.

Alegando perseguição política, passou a atuar junto ao governo americano em defesa do pai, Jair Bolsonaro. Sua saída do Brasil ocorreu antes da condenação criminal que receberia posteriormente.

Brasil com Z

A primeira versão da carta do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, divulgada na tarde dessa quarta-feira (28), trazia um brasão histórico da República com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, antiga denominação oficial do país.

O documento, encaminhado à imprensa pelo empresário e podcaster Paulo Figueiredo, foi substituído minutos depois por uma nova versão, desta vez com o brasão atual, que traz a inscrição “República Federativa do Brasil”.

O primeiro símbolo remete à Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, quando o país passou a se chamar Estados Unidos do Brasil, denominação inspirada nos Estados Unidos da América. A grafia “Brazil”, com a letra “z”, era utilizada à época.

O nome foi alterado para República Federativa do Brasil em 1967, durante a ditadura militar. Em 1968, duas leis regulamentaram a mudança: a Lei nº 5.389 oficializou a substituição da denominação do país, enquanto a Lei nº 5.443 determinou a atualização da inscrição no Brasão e no Selo Nacionais. A designação foi mantida pela Constituição de 1988.

Ao divulgar o documento à imprensa, Paulo Figueiredo informou que Flávio havia desistido de conceder uma entrevista coletiva e optado por uma manifestação por escrito.

“O senador Flávio Bolsonaro optou por não fazer coletiva de imprensa e preferiu emitir uma declaração”, informou.

Após a mudança do brasão, o documento passou por mais uma atualização, depois de Flávio se apresentar como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, o senador republicou o texto nas redes sociais sem essa frase, dizendo ser, na verdade, “líder”.

O texto questiona, sem apresentar provas, o resultado do segundo turno, realizado no domingo (25). O senador foi derrotado por Lula, reeleito com 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. Flávio recebeu 59.826.041 votos (48,21%). A diferença foi de mais de 4,4 milhões de votos. As informações são da CNN.

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