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Corpo de Lázaro Barbosa é sepultado três dias após a morte em confronto com policiais em Goiás

Após 20 dias de fuga, Lázaro Barbosa foi morto por policiais. (Foto: Reprodução)

O corpo do criminoso Lázaro Barbosa, 32 anos, foi sepultado na tarde desta quinta-feira (1º) em um cemitério de Cocalzinho de Goiás (GO). Ele morreu baleado em confronto com policiais em Águas Lindas, no mesmo Estado, na segunda-feira (28), após 20 dias de perseguição por uma força-tarefa com 270 agentes.

Uma tia informou que o caixão estava aberto e que a cerimônia foi reservada a familiares. O velório durou aproximadamente meia hora.

O corpo estava no IML (Instituto Médico Legal) de Goiânia desde o dia do tiroteio. No local, foi feita uma autópsia para ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte e a quantidade de tiros. O resultado deve ser divulgado em dez dias.

Apesar de o corpo ter sido liberado já na segunda-feira, a liberação na unidade foi assinada na tarde de quarta-feira (30). Em seguida, houve o translado para uma funerária no Distrito Federal, onde foram feitos os procedimentos para o sepultamento.

Polícia atirou 125 vezes

O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, afirmou que o suspeito descarregou uma pistola contra os policiais. “Não tivemos outra alternativa se não revidar”, afirmou.

No boletim de ocorrência consta que os agentes atiraram 125 vezes durante a ação que resultou na morte de Lázaro. A Secretaria Municipal de Saúde de Águas Lindas, onde Lázaro teria sido atendido antes de morrer, informou que ele foi atingido por pelo menos projéteis.

Apesar da troca de tiros, nenhum policial foi ferido. Miranda detalhou ainda que o suspeito foi socorrido com vida, mas morreu a caminho do hospital municipal. Um vídeo mostra quando Lázaro é levado ao local.

Rodney Miranda afirmou que a morte de Lázaro não encerra as investigações sobre o caso: “São 30 crimes que são de autoria confirmada dele. Temos oito em aberto, já com todos os indícios que foi ele que cometeu. Temos agora que ver se ele estava indo sozinho, se tem algum coautor nesses crimes ou algum mandante”.

Buscas por 20 dias

Durante os 20 dias de fuga, segundo a polícia, Lázaro invadiu ao menos 11 fazendas, atirou contra moradores, dois policiais militares e um oficial da FAB (Força Aérea Brasileira).

Também fez refém uma adolescente de 16 anos e seus pais. Durante o sequestro, as vítimas contaram que o criminoso exigiu que eles andassem em um córrego para não deixar pegadas ou rastros detectáveis pelos cães farejadores. Imagens registraram quando a polícia encontrou a família.

Drones, helicópteros, rádios comunicadores e até um caminhão com plataforma de observação elevada de vídeo monitoramento ajudaram na procura. Autoridades policiais informaram que o fugitivo tinha facilidade de se esconder por ser “mateiro”, caçador e conhecer bem a região.

Cães farejadores

Cães farejadores também atuaram na caçada a Lázaro, dentre eles uma cadela que já havia sido utilizada nas buscas de vítimas do deslizamento em Brumadinho (MG).

Um vídeo divulgado pela Polícia Militar mostra o momento em que um cachorro da raça pastor-alemão do Comando de Policiamento de Cães é carregado nas costas por um militar após se ferir durante as buscas.

Durante a força-tarefa, os policiais ainda encontraram um carro queimado e alguns objetos, como um lençol usado e um serrote. Todos os itens passam por perícia para verificar se têm relação com o criminoso.

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