O presidente da Fifa, Joseph Blatter, 79 anos, disse que se sentiu nocauteado após as prisões, em 27 de maio, de sete importantes dirigentes da autoridade máxima do futebol, suspeitos de terem recebido mais de 100 milhões de dólares em propinas. “Senti-me como um boxeador que está iniciando o 12 assalto e achando que ganhará. E, então: ‘Bong’”, declarou Blatter, imitando
um nocaute.
As prisões foram seguidas por uma nova ação policial, dessa vez uma revista à sede da Fifa nas colinas de Zurique (Suíça). A ação foi feita em um momento no qual centenas de dirigentes de futebol estavam reunidos no país para eleger o novo presidente da entidade.
O efeito foi sísmico: embora a eleição tivesse acontecido como programado, dois dias mais tarde, e Blatter conquistado sua reeleição para um quinto mandato, ele renunciou na semana seguinte, afirmando que precisava proteger a Fifa. Não foi o bastante. Os promotores públicos suíços o colocaram sob investigação e, no dia 8 deste mês, o dirigente foi suspenso de todas as atividades futebolísticas e forçado a deixar seu escritório na Fifa.
Embora seja possível removê-lo fisicamente da sede da Fifa, separar o homem da organização que construiu nos últimos 40 anos – primeiro comandando programas de futebol na África, depois se tornando secretário-geral da entidade e, por fim, conquistando sua presidência – é espinhoso. (Folhapress)
