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Covid: pela primeira vez, Brasil não registra mortes em 24 horas

Desde o início da pandemia, em março de 2020, foram registrados 36.949.318 casos da doença, com 697.848 óbitos. (Foto: Cristine Rochol/PMPA)

Dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), divulgados no início da noite do último domingo (12), mostram que pela primeira vez, em 24 horas, o Brasil não registrou mortes causadas pela covid. De acordo com o Conass, no mesmo período foram registrados 298 novos casos da doença no País.

Na segunda-feira (13), foram registrados 20.662 novos casos no último período, com 88 óbitos. Já nesta terça-feira (14), o Conass contabilizou 4.174 casos e 86 óbitos pela covid.

A média móvel dos últimos 7 dias era de 8.761 casos e 45 óbitos, segundo o balanço do Conass desta terça.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, foram registrados 36.949.318 casos da doença, com 697.848 óbitos.

Vacinação

No início do mês, o Ministério da Saúde divulgou o cronograma para 2023 do Programa Nacional de Vacinação, inclusive da covid-19. As ações começam em 27 de fevereiro, com a aplicação de doses de reforço bivalentes contra a doença na população com maior risco de desenvolver formas graves da covid-19, como idosos acima de 60 anos de idade e pessoas com deficiência.

Também está previsto para abril intensificar a campanha de vacinação contra a influenza, antes da chegada do inverno, quando as temperaturas mais baixas levam ao aumento nos casos de doenças respiratórias. Já em maio, deve ocorrer uma ação de multivacinação contra a poliomielite e o sarampo nas escolas.

As etapas, de acordo com o ministério, foram organizadas de acordo com os estoques de doses existentes, as novas encomendas realizadas pela pasta e os compromissos de entregas assumidos pelos fabricantes de vacinas.

Vacina e covid longa

Quem se vacinou contra a Covid-19 tem menor risco de desenvolver a chamada covid-19 longa, que é o prolongamento ou desenvolvimento de novos sintomas, como problemas respiratórios e queda de cabelos, por exemplo. A conclusão é de um estudo publicado na última semana, na revista Vaccine.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 10% e 20% das pessoas que tiveram Covid-19 desenvolvem alguma complicação prolongada. Especialistas continuam pesquisando mais de 200 sintomas relatados.

O estudo reuniu dados de seis pesquisas independentes com 500 mil pessoas que não se protegeram e 80 mil pessoas que tomaram o imunizante. As pessoas que se vacinaram contra a doença com duas doses, em comparação com quem não tomou nenhuma, tiveram uma menor incidência de fadiga persistente e transtornos respiratórios. A tendência foi semelhante sobre a incidência de problemas cardiovasculares.

A pesquisa reitera como é fundamental a conclusão do ciclo primário de vacinação, com as duas doses ou dose única, além da importância das doses de reforço ou adicionais na redução da mortalidade e casos. No Brasil, até o momento, 104 milhões de doses de reforço foram aplicadas na população.

De acordo com o último levantamento do Ministério da Saúde, feito com dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), cerca de 69 milhões de brasileiros ainda não haviam recebido a dose de reforço contra o vírus. Além disso, mais de 30 milhões de pessoas também ainda não haviam comparecido aos postos de vacinação para receber a segunda dose de reforço.

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