O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou na quinta-feira (1º) que a comissão fará uma acareação com os participantes do jantar em que, segundo Luiz Dominguetti – policial que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply –, teria havido um pedido de propina por parte de um então diretor do Ministério da Saúde.
Aziz deu a declaração durante o depoimento de Dominguetti. Segundo o policial, houve um jantar em Brasília, em 25 de fevereiro, em que Roberto Dias, na época diretor de Logística do ministério, pediu propina de US$ 1 por dose em uma negociação que envolveria 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca.
Na quinta, Roberto Dias divulgou uma nota na qual negou ter pedido propina a Dominguetti e afirmou que “terceiros” têm interesse na denúncia. Dias foi exonerado do cargo na terça-feira (29).
De acordo com Aziz, cinco pessoas deverão participar da acareação. Ele citou os nomes de Luiz Paulo Dominguetti; Christiano Carvalho, representante da Davati no Brasil; e Roberto Dias.
Durante o depoimento de Dominguetti à CPI, senadores defenderam a prisão do policial militar por “falso testemunho”. A medida, entretanto, foi refutada por Omar Aziz.
