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CPI marca para quinta-feira depoimento de delator que denunciou o envolvimento de José Dirceu no escândalo da Petrobras

Lobista (foto) forneceu informações que culminaram na prisão de José Dirceu (Foto: Luiz Carlos Murauskas/Folhapress)

A CPI da Petrobras marcou para esta quinta-feira (06) o depoimento do delator Milton Pascowitch, informou o presidente da comissão, Hugo Motta (PMDB-PB). Pascowitch está preso em regime domiciliar e precisava de uma autorização do juiz federal Sérgio Moro, que conduz as investigações da Operação Lava-Jato na primeira instância, para comparecer à CPI.

Moro autorizou, mas não permitiu à comissão ter acesso ao conteúdo da delação premiada do lobista. As revelações feitas pelo delator foram peça-chave na 17ª fase da operação, apelidada de Pixuleco, que culminou na prisão do ex-ministro José Dirceu. O lobista disse, em depoimento à Polícia Federal, que uma propina de 532 mil reais paga em dinheiro vivo para o PT teve origem nas obras da usina de Belo Monte, no Pará. Conforme o delator, a quantia teria saído da empreiteira Engevix e sido repassada por ele ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, em 2011.

Pascowitch disse ainda que parte da propina proveniente de contratos sob responsabilidade da Diretoria de Serviços da Petrobras serviu para pagar as reformas da casa de Dirceu em Vinhedo (SP) e de um apartamento do irmão, Luiz Eduardo, na capital paulista. O dinheiro também teria sido usado para a compra de um imóvel para a filha de Dirceu e para pagar despesas de aluguel de um jatinho.  (AG) 

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