A CPI do Senado, que investiga suspeitas de manipulação em julgamentos do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), aprovou nessa quinta-feira, por unanimidade, pedidos de quebra de sigilo fiscal e bancário de empresários e companhias suspeitas de envolvimento no esquema de corrupção contra o Fisco.
Os integrantes da comissão aprovaram a devassa das informações bancárias e fiscais do sócio-fundador da Mitsubishi no Brasil, Eduardo Souza Ramos; dos executivos da empresa japonesa Sílvio Guatura Romão e Ezequiel Antônio Cavallari; do advogado que atua no escritório Marcondes & Mautoni, que prestou serviço de consultoria à Mitsubishi, Ricardo Rett; e das empresas Planeja Assessoria Empresarial e Atenas Assessoria Empresarial, consultoras que trabalharam para o escritório jurídico do grupo japonês.
Além dos sigilos, os senadores solicitarão à Receita Federal uma relação das empresas nas quais os suspeitos atuaram. O funcionário do escritório JR Silva Advogados Hugo Rodrigues Borges terá os sigilos telefônico, telemático, fiscal e bancário rompidos pela CPI.
Romão, Cavallari e Rett são investigados tanto pela CPI quanto pela Operação Zelotes, da PF (Polícia Federal). Eles são suspeitos de ter participado das negociações para reduzir a dívida da Mitsubishi com o Fisco. Os senadores aprovaram ainda a abertura dos sigilos telefônico e telemático de dois executivos da multinacional japonesa: o atual presidente da companhia no País, Robert Rittscher, e o ex-presidente da empresa Paulo Arantes Ferraz. (AG)
