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CPI quer ouvir empresário sobre venda de medida provisória

O relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira, foi informado por líderes da Câmara de que, se insistir em contemplar o funcionalismo dos Estados e municípios em seu texto, será derrotado. (Foto: Reprodução de TV)

A CPI dos Fundos de Pensão na Câmara dos Deputados quer ouvir o empresário Milton de Oliveira Lyra Filho, apontado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) como um dos responsáveis por uma operação que teria como objetivo viabilizar uma emenda à MP (Medida Provisória) 608 para atender os interesses do BTG Pactual.

Os deputados Samuel Moreira (PSDB-SP), Assis Carvalho (PT-PI) e Fernando Francischini (SD-PR) apresentaram requerimentos convocando Lyra, conhecido como Miltinho, antes mesmo de vir à tona supostas ações dele em benefício do banco.

No pedido que culminou com a decretação da prisão preventiva do chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira Rodrigues, e do banqueiro André Esteves, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apontou que Miltinho teria participado de uma operação para viabilizar uma emenda à MP 608 para que Esteves pudesse utilizar créditos fiscais da massa falida do Bamerindus.

Os três parlamentares que pretendem convocar Miltinho a depor querem saber como o Postalis, o fundo de pensão dos Correios, investiu 75 milhões de reais na Galileo Educacional, que tinha o empresário como um dos sócios. A Galileo assumiu o comando da UniverCidade e da Gama Filho entre 2010 e 2011. Ambas foram descredenciadas no ano passado pelo Ministério da Educação. Com isso, o Postalis amargou um prejuízo. (AG)

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