Na presença de seis nomes que já ocuparam o comando do Palácio Piratini, o governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), deu início nessa terça-feira (13) às atividades da chamada “Casa do Diálogo”. Instalado nas dependências do Instituto Caldeira, no Quarto Distrito de Porto Alegre, o espaço funcionará como ponto de articulação e de escuta de entidades representativas e de diferentes setores da sociedade.
A agenda de estreia do centro de articulações teve como grande marco a oficialização de um conselho consultivo permanente formado por ex-chefes do Executivo gaúcho. O colegiado suprapartidário deverá se reunir a cada dois meses para debater cenários, compartilhar experiências práticas e subsidiar o novo governo na formulação de decisões estratégicas. O café da manhã inaugural contou com a presença dos ex-governadores Yeda Crusius (2007-2010), Jair Soares (1983-1987), Pedro Simon (1987-1990), José Ivo Sartori (2015-2018), Germano Rigotto (2003-2006) e Ranolfo Vieira Júnior (2022), além da vice-governadora eleita, Silvana Covatti (PP).
Convidados para o encontro, Antônio Brito (1995-1998), Olivio Dutra (1999-2002) e Tarso Genro (2011-2014) não puderam participar por conflitos de agenda. Por telefone, Tarso informou ao governador eleito o interesse em integrar o colegiado.
Durante as manifestações, os ex-mandatários reforçaram a necessidade de união suprapartidária e saudaram a iniciativa de Zucco. Enquanto Jair Soares lembrou que o grupo reúne anos de experiência no Executivo estadual, Pedro Simon defendeu a humildade e a união de esforços para superar os desafios do Estado. Na mesma linha, José Ivo Sartori classificou a criação do conselho como um “bom testemunho” do que deve ser feito pelo Rio Grande do Sul, cumprimentando o governador eleito pela condução do processo baseada no diálogo.
O perfil agregador e a articulação política de Zucco também foram destacados nas falas de Yeda Crusius e Germano Rigotto – que antecipou o retorno de uma viagem especialmente para comparecer à reunião. Ambos destacaram o bom trânsito do futuro governador em Brasília e sua capacidade de construir pontes com diferentes lideranças. Fechando os discursos, Ranolfo Vieira Júnior, atual chefe da Casa Civil, elogiou o caráter republicano da transição e colocou-se à disposição do novo governo para auxiliar na superação do principal gargalo gaúcho na atualidade: a gestão fiscal.
A articulação do colegiado atende a um incentivo do ex-governador Jair Soares, que já defendia a necessidade de reunir os antigos gestores para auxiliar a futura administração. Tratada por Zucco como uma agenda prioritária logo após a vitória nas urnas, a iniciativa busca garantir que as decisões estratégicas do novo governo sejam amparadas por uma pluralidade de visões e experiências, independentemente de posições ideológicas ou partidárias.
Para o governador eleito, a complexidade do cenário gaúcho exige o aproveitamento prático do conhecimento acumulado por quem já comandou o Executivo estadual. “Fiz questão de que uma das nossas primeiras agendas fosse justamente com os nossos governadores. Queremos reunir informações, ouvir experiências e começar a trabalhar desde já. Temos muitos desafios pela frente e precisamos aproveitar todo o conhecimento de quem já esteve à frente do nosso Estado”, ressaltou.
