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Criação do Ministério da Segurança Pública gera divergência entre ministros e ala do PT

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que a recriação do Ministério da Segurança Pública “não é uma prioridade”. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Com a onda de violência que assola Estados como Rio de Janeiro e Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tirou da gaveta a promessa de criação do Ministério da Segurança Pública, feita por ele na campanha do ano passado e que divide ministros. O titular do Palácio do Planalto afirmou nesta terça-feira que está avaliando a medida, defendida por uma ala do PT, mas que enfrenta resistência do titular da Justiça, Flávio Dino, senador licenciado do PSB, que é contra o desmembramento de sua pasta.

Parte do PT acredita que a medida deixaria clara a mensagem de que o governo prioriza o tema. Uma das preocupações é que, se não apresentar resultados nessa área, o partido ficará exposto na próxima eleição a ataques do bolsonarismo, que tem na segurança pública uma de suas principais bandeiras.

A possibilidade de criação do ministério voltou a ganhar força no Palácio no Planalto depois que a imagem da gestão petista passou a ser atingida pelo avanço da violência.

Os casos mais recentes ocorreram no Rio, na segunda-feira. Após a morte de um miliciano em operação da polícia, o crime organizado incendiou 35 ônibus e um trem, deixando bairros da Zona Oeste da capital sitiados. Embora o governador do estado, Claudio Castro, seja do PL, as investidas geram ônus político ao Executivo federal.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou nesta quarta-feira que a recriação do Ministério da Segurança Pública “não é uma prioridade” e afirmou sequer ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o tema.

“Este debate tem décadas. O Ministério tem 200 anos de operações integradas e em apenas um ano houve a divisão. O presidente Lula deve pensar nisto, mas não conversei com ele sobre o tema. Todos sabem qual é a minha opinião e, para mim, este assunto não é uma prioridade”, afirmou. As informações são do jornal O Globo.

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