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Crise encolhe produção de cédulas e moedas e faz faltar troco no País

A parcela de quem prevê progressos oscilou de 28% para 31% e os que acham que tudo ficará como está são 35%, ante 27% no fim do ano passado (Foto: Marcos Cunha/Agência Freelancer)

Dono de uma lanchonete na região central de Brasília (DF), Carlos Pinto fica mudo por alguns instantes toda vez que um cliente lhe estende uma nota de 20 reais ou 50 reais. “Será que tem troco?”, pergunta o comerciante, que não trabalha com cartões. Dados do BC (Banco Central) mostram que o valor total das cédulas e moedas em circulação no País cresceu apenas 2,1% em 2015, menor expansão desde a criação do Plano Real, em 1994. Descontada a inflação, o valor do meio circulante encolheu 8,4%.

É a segunda vez nestes 22 anos que isso ocorre. A outra foi em 2003. O problema deve se repetir, devido ao corte de 7% no orçamento para a produção de numerário em relação a 2015.

No ano passado, o número de notas que saíram de circulação, principalmente as cédulas mais antigas, da primeira família do real, superou a produção de dinheiro novo, da segunda família. Com isso, a quantidade de cédulas disponíveis encolheu 1%. Caiu o número de notas de 5 reais, 10 reais e 20 reais em circulação, entre 5% e 9%.

De acordo com a autoridade monetária, a disponibilidade hoje é de 29 reais em moedas ou 118 peças por habitante, quantidade acima do patamar considerado adequado pela instituição. O BC informou que a produção de numerário tem sido impactada desde 2014.

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