Em tempos de taxa de desemprego a 8,2%, o crediário virou solução para fugir dos altos juros do cartão de crédito, dos bancos e das financeiras, que ficaram mais cautelosos ao emprestar dinheiro, de olho no risco de inadimplência.
As taxas de juros do crédito voltaram a subir em fevereiro, segundo levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), e a tendência é que as taxas voltem a subir nos próximos meses. No comércio, os juros passaram de 92,29% para 94,49% no mês.
Para as pessoas físicas, a taxa média em todos os tipos de crédito alcançou 145,46% ao ano – a maior desde fevereiro de 2005, quando ficou em 146%. No cartão de crédito, os juros foram de 419,6% ao ano em fevereiro, maior patamar desde outubro de 1995.
Óticas, móveis e saúde têm maior procura
Segundo dados da Multicrédito, os setores em que o crediário mais cresce são o de ótica e relojoaria, moveis e decoração e saúde e estética. “A loja não depende do mercado financeiro para abrir seu crediário, para alavancar seu volume de vendas”, diz Flávio Vaz Peralta da Multicrédito.
No crediário, os juros são menores porque o crediário é da loja, explica Peralta. As vendas de eletrônicos no crediário, por exemplo, vêm caindo. E quem ganha folego é o varejo no setor de construção civil, que contribuiu muito para o aumento das vendas.
