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Crise política faz Brasil cair em ranking de países mais pacíficos

Dos mais de 130 delatores da operação, 35 foram alvos de alguma medida restritiva de liberdade ou obtiveram redução de pena. (Foto: Banco de Dados)

A instabilidade política fez o Brasil perder posições na lista de países mais pacíficos do mundo, aponta relatório do IEP (Instituto para Economia e Paz), um centro internacional de estudos sobre desenvolvimento humano, divulgado nesta quarta-feira (08). O País caiu duas posições no ranking em relação ao ano passado e é apenas a 105º mais pacífica entre 163 nações avaliadas no chamado IGP (Índice Global da Paz). Ficou atrás de países como Haiti (89º), Jordânia (96º) e Estados Unidos (103º).

“No Brasil, um aumento de 15% na instabilidade política, associado a deteriorações nas taxas de encarceramento e policiamento, mostra uma tendência preocupante a apenas poucos meses do começo dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro”, afirmou, em nota, a organização responsável pelo estudo.

A Islândia ficou em primeiro lugar no ranking, seguida por Dinamarca, Áustria, Nova Zelândia e Portugal. Os países menos pacíficos são Síria, Sudão do Sul, Iraque, Afeganistão e Somália. O índice está na décima edição e avalia 23 indicadores, como número e duração de conflitos internos e externos, taxa de homicídios, possibilidade de manifestações violentas e grau de militarização.

Também classifica as nações em uma escala de um a cinco, onde o número 1 representa mais proximidade do estado de paz, e o número 5, mais distanciamento. O índice do Brasil ficou em 2,176 – a Islândia, primeiro lugar, registrou 1,192, e a Síria, país menos pacífico, 3,806.

No caso brasileiro, o instituto afirma que a instabilidade política foi desencadeada pelo escândalo de corrupção investigado pela Operação Lava-Jato, mas pondera que tal cenário ainda não indica maior possibilidade de manifestações violentas.

Um destaque negativo para o Brasil é o alto custo de contenção da violência, estimado em US$ 338 bilhões, ou 14% do PIB (Produto Interno Bruto) – entre os 163 países do estudo, o país é o 32º que mais gasta nesse sentido. Entre 11 países da América do Sul avaliados, o Brasil aparece como o 9º mais pacífico, à frente apenas de Venezuela e Colômbia. Chile, Uruguai e Argentina lideram o ranking regional.

Com níveis mais baixos de militarização e conflitos internacionais por causa de relações mais amigáveis entre nações vizinhas, a América do Sul melhorou levemente a performance em relação a 2015, mas perdeu o posto de quarta região mais pacífica do mundo para a América Central e Caribe.

Segundo o IEP, as regiões mais violentas do mundo continuam sendo o Oriente Médio e o Norte da África, e a Europa é a mais pacífica – ainda assim, as mortes em consequência de ações terroristas mais que dobraram no continente europeu nos últimos cinco anos. (Folhapress)

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