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Cristiano Ronaldo é um problema para Portugal na Copa? Titularidade do astro é alvo de debate

Cristiano Ronaldo, um dos atacantes mais prolíficos da história, teve uma atuação apagada em sua estreia na sexta Copa do Mundo. (Foto: Reprodução)

Cristiano Ronaldo, um dos atacantes mais prolíficos da história, teve uma atuação apagada em sua estreia na sexta Copa do Mundo, contra a República Democrática do Congo (1 a 1), reacendendo o debate sobre sua permanência na seleção portuguesa aos 41 anos, às vésperas do jogo contra a Áustria.

O Uzbequistão, nesta terça-feira (23), no segundo jogo do Grupo K, se apresenta como um adversário favorável para os portugueses iniciarem sua campanha na Copa do Mundo e para o craque do Funchal transformar críticas em elogios.

Em Houston, Ronaldo foi comparado a outros craques que brilharam nas primeiras fases da Copa do Mundo com dois gols, como Kylian Mbappé e Harry Kane, e até mesmo a um hat-trick de seu eterno rival Lionel Messi, que, assim como o português, disputa sua sexta Copa do Mundo.

“Não nos faltou nada. Isto é futebol, Portugal podia ter ganho, mas também podia ter perdido”, declarou Ronaldo após uma partida que foi também decepcionante para a equipa de Roberto Martínez no seu conjunto.

O problema não é novo para o cinco vezes vencedor da Bola de Ouro e autor de 143 golos em 229 jogos pela seleção portuguesa: já são dez jogos e 33 remates sem marcar num grande torneio (Copa do Mundo ou Campeonato da Europa), desde o seu pênalti contra o Gana no Catar 2022, antes da eliminação nas quartas de final.

O capitão da Seleção, campeã europeia em 2016, nunca passou das semifinais de um Mundial, e isso aconteceu na sua primeira participação, em 2006, com uma derrota contra a França.

Aos 41 anos, e após assinar com o Al-Nassr da Arábia Saudita no início de 2023, o segundo jogador mais velho do torneio ainda tem muito a oferecer, mesmo tendo que se adaptar de um ponta supersônico para um centroavante mais tradicional, com mobilidade limitada.

Até mesmo seus rivais começam a criticá-lo. O meio-campista congolês Ngal’ayel Mukau afirmou que “ele não é o mesmo jogador de antes, e agora está mais velho… Nessa idade, ele não consegue se esforçar como antes, mas tenho enorme respeito por ele”.

Contra a seleção da África Central, o onipresente camisa 7 tocou na bola apenas vinte vezes, chutou três vezes — nenhuma delas no alvo — e pareceu desconectado do resto do time, apesar dos excelentes armadores que o abasteceram com a bola (João Neves, Bruno Fernandes, Vitinha…).

“É a equipe que precisa marcar, não um indivíduo”, declarou Thierry Henry, ex-atacante francês do Arsenal e do Barcelona, à emissora americana FOX.

Apesar das críticas, que não são novas, CR7 continua sendo titular indiscutível aos olhos do técnico da seleção, Roberto Martínez, que o manteve em campo até o apito final.

“Em uma partida como essa, em que estamos com dificuldades para entrar na área, precisamos aproveitar as qualidades do Ronaldo. Não faria sentido tirar o maior artilheiro de todos os tempos em um jogo em que precisamos marcar”, argumentou o treinador espanhol.

“A experiência do Cristiano dentro da área é importante, assim como a maneira como ele atrai os zagueiros”, acrescentou o homem que já havia descrito o capitão como “insubstituível” no início deste mês, em entrevista ao The Athletic.

Na sexta-feira, o zagueiro Rúben Dias se recusou a comentar o debate em torno dos apoiadores e opositores de Cristiano Ronaldo: “Sou completamente indiferente a tudo relacionado a esse assunto (…) porque para mim e para nós, não é uma questão. Estamos todos juntos nisso, perseguindo um sonho”, declarou.

“Obviamente, Cristiano é o centro das atenções, mas acho que todos estamos sob escrutínio em um momento como este”, concluiu.

Enquanto Gonçalo Ramos aguarda sua oportunidade no banco de reservas, como costuma acontecer no Paris Saint-Germain, espera-se que Portugal faça alguns ajustes com o técnico Martínez para a partida de terça-feira contra o Uzbequistão.

Com um ponto, Portugal ainda não está em perigo, mas precisará elevar seu nível de jogo para criar o ímpeto de um potencial campeão, encontrando uma solução coletiva em vez de depender de um herói solitário.

Em sua conta do Instagram, Ronaldo enviou uma mensagem motivacional para seus mais de 665 milhões de seguidores: “Não foi o começo que queríamos, mas está longe de terminar. De cabeça erguida, vamos começar a pensar na próxima partida.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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