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Criticado por não entender a comoção causada pela morte de Cristiano Araújo, Zeca Camargo se redime e agora diz que entende e valoriza opiniões contrárias

Sem se incomodar com críticas, apresentador acha válido confrontar opiniões diferentes. Crédito: Reprodução

Recentemente, o apresentador Zeca Camargo despertou a fúria de fãs da música sertaneja ao questionar em uma crônica se a comoção causada pela morte do cantor Cristiano Araújo – vítima de um acidente de carro no dia 24 de junho – não seria exagerada.
Processado pela família do sertanejo, Zeca não se deixa abalar pelo ocorrido. “Se eu não esperasse essa repercussão, não seria jornalista. Fui convidado a fazer uma crônica e, pela própria definição da palavra, isso implica expor uma opinião”, diz ele. “Como ocorre com qualquer crônica, você pode ler aquilo e concordar ou discordar. Muita gente ficou contra mim, mas muitos ficaram a favor também.”
O apresentador de 52 anos, aliás, quer mais é que as pessoas se expressem. “Se eu negasse o direito de as pessoas darem as opiniões delas, mesmo que sejam contrárias às minhas, eu estaria negando tudo o que escrevi naquele texto. Você discorda? Beleza, isso vai possibilitar um debate”, explica. “Eu só aplaudo viver em uma época em que as pessoas podem dar e trocar opiniões”.

Ideias.
A paixão de Zeca pelo debate estará em alta no “É de Casa”, programa da TV Globo que estreia no sábado. Ao lao de Ana Furtado, André Marques, Cissa Guimarães, Patrícia Poeta e Tiago Leifert, ele vai debater os principais acontecimentos da semana e discutir temas importantes e polêmicos. “Se o assunto é família, podemos debater a gravidez na adolescência ou o assédio de um padrasto à enteada. No programa de teste, discutimos a maioridade penal”, enumera. “São opiniões diferentes, nem sempre vamos concordar. E o público pode ter uma outra visão também. Acho válido levantar questões e fazer com que elas sejam discutidas”.
E, depois de toda a polêmica com Cristiano Araújo, ficou alguma lição para Zeca? “Nesse caso, o saldo foi positivo, como se fosse uma ‘ágora’, um espaço onde todos podem dar sua opinião. É um privilégio perceber que nem todos pensam como você. Estimulo isso e, como jornalista, incentivo a discussão”. (DSP)

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