O dirigente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, nomeou Manuel Marrero Cruz, seu ministro do Turismo, como primeiro-ministro do país. O cargo foi ocupado pela última vez pelo ditador Fidel Castro (1926-2016) em 1976, ano em que o posto foi extinto. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e das agências de notícias Reuters e AFP.
Estrutura do governo
A indicação foi aprovada no sábado (21) no plenário da Assembleia Nacional por unanimidade. Segundo as autoridades locais, a mudança na estrutura do governo tem por objetivo melhorar a prestação de contas e a administração da burocracia e da economia estatal.
Papel político central
Embora o retorno do cargo faça parte de um processo de descentralização do poder na ilha socialista, Marrero, diferentemente de outros países, não desempenhará um papel político central, mas liderará a implementação de políticas e supervisionará o gabinete de ministros. Na prática, dividirá funções com Díaz-Canel.
“Marrero se caracterizou por sua modéstia, honestidade, capacidade de trabalho, sensibilidade política e lealdade ao partido e à Revolução [Cubana]”, afirmou Díaz-Canel. O líder cubano ainda destacou a atuação do novo premiê à frente do Turismo, uma das principais linhas de desenvolvimento econômico do país.
Parcerias com empresas
Arquiteto de formação e ministro da pasta desde 2004, Manuel Marrero Cruz, 56, trouxe à sua gestão parcerias com empresas estrangeiras e com o setor privado.
Iniciou sua carreira no governo em 1999 como vice-presidente do Gaviota Hotel, grupo controlado pelas Forças Armadas, chegando à presidência da organização no ano seguinte.
A ditadura cubana é liderada por Miguel Díaz-Canel desde abril de 2018. Em fevereiro deste ano, o país aprovou uma nova Constituição, que reafirmou o modelo socialista.
Manuel Marrero Cruz se manifestou em sua conta no Twitter: “Muito obrigado a Raul, ao Partido, ao Presidente Diaz-Canel, ao Presidente Lazo e aos Deputados que, em nome de todo o povo, confiaram em mim por essa alta responsabilidade. Exerceremos um governo pelo povo e para o povo. Vamos por mais”, escreveu.
