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“Cuidar da pele e dos olhos é cuidar da vida”: veterinária alerta para riscos do verão nos cães

Dra. Anninha Pinto, da Skinvet – Dermatologia Veterinária, com sua fiel companheira Lara. Uma SRD de 2,5 anos adotada quando tinha 45 dias por seus pais Paulo Sérgio e Aurinha. (Foto: Divulgação)

Dra. Anninha Pinto, da Skinvet, detalha como sol, areia e água do mar podem afetar a saúde dos pets e explica medidas simples que fazem toda a diferença.

O verão é tempo de sol, praia e momentos de lazer. Para os cães, essa estação pode ser prazerosa, mas também traz riscos sérios. A médica veterinária Dra. Anninha Pinto, especialista em dermatologia veterinária da Skinvet, explica por que os tutores devem redobrar os cuidados.

“O tutor precisa entender que o verão é lazer, mas também risco. O sol, a areia e a água do mar podem comprometer seriamente a saúde dos pets se não houver prevenção”, afirma.

Sol e pele

A exposição prolongada ao sol provoca queimaduras, ressecamento e inflamações.

“Cães de pelagem clara ou com áreas despigmentadas são os mais vulneráveis. O protetor solar veterinário não é luxo, é necessidade. Ele deve ser aplicado em focinho, orelhas e abdômen, especialmente em animais que já têm histórico de dermatite”, explica a Dra. Anninha.

Ela acrescenta:

“Bonés e viseiras próprios para cães são aliados importantes. Eles reduzem a radiação direta sobre olhos e face e trazem conforto térmico.”

Água do mar

O contato com a água salgada também exige cuidado.

“O sal retira a barreira natural da pele, favorecendo coceira e otites. Depois do banho de mar, o cão precisa ser enxaguado com água doce e seco com atenção especial às orelhas”, orienta.

Sobre a ingestão de água salgada, ela alerta:

“Muitos tutores acham engraçado o cão beber água do mar, mas isso pode causar vômitos, diarreia e desidratação. É perigoso e deve ser evitado.”

Areia e olhos

A areia quente pode queimar as patas e abrigar microrganismos nocivos.

“A areia é um reservatório de fungos e bactérias. Além disso, grãos nos olhos provocam irritação e até conjuntivite. O ideal é lavar a região ocular com colírio lubrificante indicado pelo veterinário. Nunca improvisar com produtos humanos”, alerta.

Superaquecimento e braquicefálicos

O calor intenso pode levar ao golpe de calor (hipertermia), uma emergência veterinária.

“Quando a temperatura corporal ultrapassa 40°C, o risco é altíssimo. Raças braquicefálicas, como pug e buldogue, têm vias aéreas estreitas e sofrem muito mais. São os primeiros a apresentar sinais de hipertermia”, explica.

Os sintomas incluem ofegância excessiva, língua arroxeada, salivação intensa e letargia.

“Se o tutor perceber esses sinais, deve parar imediatamente a atividade, levar o cão para a sombra e refrescar o abdômen e as patas com pano úmido. É uma medida simples que pode salvar vidas”, reforça.


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Para orientação especializada:

Dra. Anninha Pinto – Skinvet Dermatologia Veterinária
Contato: anninhavet@hotmail.com

 

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