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Cunha entrega processo de impeachment no Senado

Os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, se reúnem após a entrega do processo de impeachment. (foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),  encaminhou o processo de impeachment de Dilma Rousseff ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PDMB-AL).

Os dois tiveram um encontro no gabinete de Renan na tarde desta segunda-feira (18) . A pilha de documentos do processo, com 36 volumes e 11 anexos, foi entregue por um servidor da Câmara na Secretaria Geral da Mesa.

Neste domingo (17), a Câmara dos Deputados decidiu, por 367 votos a favor, 137 contrários, sete abstenções e duas ausências, encaminhar o processo de impeachment ao Senado, que deverá decidir se julga o caso.

Um resumo do processo deverá ser lido na sessão desta terça-feira (19) no Senado e os integrantes da comissão especial que analisará o caso deverão ser indicados. O presidente e o relator do colegiado, que terá 21 senadores titulares, deverão ser eleitos dentro do prazo de 48 horas. A reunião da comissão deve acontecer na quarta-feira (19), já que quinta-feira é feriado.

Veja o resumo do processo no Senado:

– Após receber a autorização da Câmara para abertura do processo por crime de responsabilidade, o documento terá que ser lido no plenário;

– Assim como na Câmara, será criada uma comissão, de 21 senadores, observada a proporcionalidade, com presidente e relator. O relator faz um parecer pela admissibilidade ou não, que precisa ser aprovado na comissão e depois ir ao plenário. Isso porque o STF, ao estabelecer o rito do processo de impeachment em dezembro do ano passado, definiu que o Senado tem o poder de reverter a decisão da Câmara. O plenário do Senado precisa aprovar por maioria simples (metade mais um dos presentes na sessão);

– Se aprovado no plenário, será considerado instaurado o processo e a presidenta será notificada. É afastada por até 180 dias, recebendo a partir daí metade do salário de presidente (R$ 30.934,70). Ela poderá se defender e a comissão continuará funcionando;

– Haverá então a fase de produção de provas. Um novo parecer da comissão deverá analisar a procedência ou a improcedência da acusação. De novo, esse parecer tem que ser aprovado por maioria simples;

– Se aprovado, considera-se procedente a acusação e começa a fase de julgamento, que é comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal. Para que a presidenta perca o cargo, o impeachment tem que ser aprovado por dois terços dos senadores – 54 dos 81. (AG)

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