Ícone do site Jornal O Sul

Dados do Ministério da Economia apontam que mais de 7 milhões de brasileiros tiveram suas jornadas de trabalho reduzidas ou seus contratos interrompidos durante a pandemia

Até às 14h desta terça-feira (12), o total de acordos entre empregados e patrões chegou a 7.206.915 em todo o País. (Foto: Joel Vargas/PMPA)

O número de trabalhadores formais que tiveram salários e jornadas reduzidos ou contratos suspensos após a crise do novo coronavírus ultrapassou 7,2 milhões nesta terça-feira (11), segundo dados do Ministério da Economia. As medidas estão previstas na medida provisória editada pelo governo federal para proteger empregos durante a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus.

Até às 14h desta terça-feira (12), o total de acordos entre empregados e patrões chegou a 7.206.915 em todo o País. Deste total, 54,5% dos postos são da região Sudeste do Brasil. Outros 19% estão no Nordeste, enquanto 15,7% ficam no Sul, 6% no Centro-Oeste e 4,7% no Norte. O Estado com maior percentual de acordos é São Paulo, responsável por 33%. Na sequência, vem Rio de Janeiro (10,1%) e Minas Gerais (9,5%).

De acordo com o balanço, 54,9% dos acordos são para suspensão de contrato de trabalho. Em valores absolutos, o percentual equivale a 3.956.915 empregos. A redução de 50% na jornada e salário representa 17,2% (1.239.084), enquanto a diminuição de 25% tem 13,4% (964.073). A redução de 70% chegou a 12,2% (879.774) e os trabalhadores intermitentes respondem por 2,3% (167.069) do total.

Do total, 52% (3.757.862) ocorreram a partir dos acordos entre trabalhadores e empresas com receita bruta anual menor que R$ 4,8 milhões, 44% (3.143.775) nos casos de empresas com receita bruta anual maior que este valor, e 4% (305.278) nos casos de empregados domésticos e de trabalhadores intermitentes.

Benefício e idade

Os recursos totais para o pagamento pelo governo federal dos acordos relativos à preservação dos 7.206.915 empregos somam R$ 12.731.018.071,53. Desta terça (12) até 18 de maio, serão desembolsados pelo governo R$ 1.741.826.548,00 para o pagamento de parcelas mensais do BEm (Benefício Emergencial para Preservação da Renda e do Emprego) a 1.418.684 empregados. Até o momento, o valor do benefício médio é de R$ 1.766,50, com parcela mensal média de R$ 720,73. O valor mínimo a ser pago é de R$ 261,25 e o máximo R$ 1.813,00, que corresponde ao teto do seguro-desemprego.

Por faixa etária, a preservação de empregos é maior entre os trabalhadores de 30 a 39 anos de idade. Eles correspondem a 30,8% do total, percentual equivalente a 2.218.195 empregos. Pessoas com idade entre 40 e 49 anos respondem por 20,7% (1.494.046). Em seguida, vêm jovens de 18 a 24 anos com 17,4% (1.255.858); 25 a 29 anos (16,4%, 1.182.479); 50 a 64 (12,7%, 916.708), até 17 anos (1,1%, 80.611) e idosos acima de 65 anos (0,8%, 59.018).

Por faixa etária, a preservação de empregos é maior entre os trabalhadores de 30 a 39 anos de idade. Eles correspondem a 30,8% do total, percentual equivalente a 2.218.195 empregos. Pessoas com idade entre 40 e 49 anos respondem por 20,7% (1.494.046). Em seguida, vêm jovens de 18 a 24 anos com 17,4% (1.255.858); 25 a 29 anos (16,4%, 1.182.479); 50 a 64 (12,7%, 916.708), até 17 anos (1,1%, 80.611) e idosos acima de 65 anos (0,8%, 59.018). As informações são do Ministério da Economia.

 

Sair da versão mobile