A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teve uma reunião na última segunda-feira (1º) com integrantes da PF (Polícia Federal) e da PGR (Procuradoria-Geral da República), e apresentou uma nova versão de delação premiada do banqueiro.
Segundo informações, na terça-feira (2), o advogado fez um adendo ao documento apresentado no dia anterior. Uma nova reunião estava prevista para esta quarta-feira (3), mas foi cancelada porque investigadores pediram mais tempo para analisar o documento.
No mês passado, a PF rejeitou uma primeira versão de delação. O acordo segue sendo negociado com a PF e com a PGR de forma conjunta. Investigadores vinham reclamando que o material apresentado pela defesa acrescentava pouco em relação ao que já foi levantado pela PF e que a impressão era que Vorcaro agia para proteger pessoas próximas.
Investigação do caso Master
A PF aprendeu mais de oito celulares de Daniel Vorcaro e apenas a perícia inicial de parte desses telefones já revelou que o esquema do banqueiro vai além de um esquema de fraudes financeiras, envolvendo corrupção, organização criminosa e uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilos.
Após pedido da PF, Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasilia, onde ficará submetido às regras internas da PF para, por exemplo, receber visitas dos advogados.
Antes, ele estava em uma sala com estilo de “sala de Estado-maior”, mesmo espaço usado para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.
Vorcaro havia sido transferido no dia 19 de março da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal, no centro da capital. No dia anterior à transferência, o advogado do banqueiro havia procurado a PF para informar sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo de delação premiada.
No mesmo dia, Vorcaro assinou o termo de confidencialidade e abriu caminho parra a delação. No início deste mês, a defesa de Daniel Vorcaro finalizou os anexos da delação premiada do banqueiro e o material produzido foi entregue às autoridades em um pen drive.
A negociação da delação tem como eixo a devolução de recursos e a eventual comprovação de atos de ofício de autoridades citadas. Investigadores relataram que a lógica do acordo é técnica, sem alvos pré-definidos ou exclusões. As informações são do site G1.
