O ex-banqueiro Daniel Vorcaro acelerou a apresentação de uma nova proposta de delação para tentar evitar sua transferência uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal (PF), como aconteceu pouco após a PF rejeitar a primeira versão da colaboração premiada entregue aos investigadores.
Na ocasião, Vorcaro foi levado a um espaço comum, que pela regra é compartilhado com outros detentos e com maior restrição para encontrar seus advogados.
Quatro dias depois, no entanto, o relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro André Mendonça, autorizou o retorno do ex-banqueiro à sala de Estado-Maior, onde estava desde 20 de março.
No local, o ex-banqueiro pode receber profissionais que atuam na sua defesa de 9h às 17h e tem um espaço e banheiro individuais.
Domiciliar
A defesa de Vorcaro apresentou à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma nova versão da proposta de delação premiada. Segundo informações do analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, a PF avalia essa nova proposta como “mais completa” do que a anterior, que havia sido formalmente rejeitada cerca de duas semanas antes.
Delegados integrantes da equipe de investigação do caso indicaram que o novo documento apresentado pelo advogado Sérgio Leonardo, da defesa de Daniel Vorcaro, contém mais nomes, mais informações, mais datas e anexos complementares em relação à proposta anterior.
A versão rejeitada havia sido criticada pela PF sob a alegação de que Vorcaro havia omitido nomes e protegido determinadas pessoas – informações que a própria corporação já havia levantado a partir da análise e perícia de um dos oito celulares apreendidos do investigado.
A nova proposta foi apresentada nesta semana e contou ainda com um adendo elaborado pela defesa, com novas informações adicionadas ao documento. De acordo com integrantes da PF ouvidos pelo analista, a corporação vê a proposta “com bons olhos” e entende que há muito a avançar no inquérito. O conteúdo inclui, entre outros elementos, referências a políticos.
A partir de agora, tanto a PF quanto a PGR passam a analisar o conteúdo da proposta para verificar se há elementos novos suficientes para aprovar ou rejeitar mais uma vez a delação premiada.
Todo o processo deverá ser posteriormente levado ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde o ministro André Mendonça atua como relator do caso, para que seja decidida a homologação ou não da delação premiada. (Com informações da CNN Brasil)
