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De saída do PDT e cortejado pelo PSDB, Ciro Gomes recebe convite de filiação ao partido União Brasil

O ex-presidenciável defende a construção de uma aliança que vá da centro-esquerda à centro-direita para enfrentar o bloco governista. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Em meio a negociações para a ida para o PSDB, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes também recebeu o convite para se filiar ao União Brasil, unido ao PP nesta semana em uma nova federação. A informação foi confirmada ao jornal O Globo pelo presidente do partido, o Antonio Rueda, que informou que fez o convite há vinte dias e disse agora que espera uma resposta do aliado.

“Eu espero que ele vá, sim (para o União Brasil). Fiz o convite há 20 dias. Agora temos que ver o que ele vai decidir”, contou Rueda ao ser questionado pela reportagem sobre o assunto.

Nesta semana, Ciro esteve no evento que oficializou a federação União Progressista, na última terça-feira. Na ocasião, o ex-presidenciável defendeu a construção de uma aliança que vá da centro-esquerda à centro-direita para enfrentar o bloco governista e, nas palavras dele, “tirar o Brasil deste desastre”.

“Façam desse gesto, dessa iniciativa, um ato de gravitação universal. Ou seja, chame tudo que o brasileiro pode oferecer do centro-esquerda a centro-direita para nós tirarmos o Brasil deste desastre”, disse o ex-governador ao criticar o desempenho da economia brasileira.

De saída do PDT, o ex-presidenciável também tem negociações descritas como avançadas para o PSDB, segundo informações do jornal O Globo. Apesar de o martelo não ter sido batido até o momento, os tucanos afirmam que o projeto é a candidatura ao governo do Ceará, desta vez como opção de voto para a base do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O acordo para a candidatura, dizem dirigentes, passa também por impulsionar a eleição de deputados federais. Em 2022, o PSDB ficou sem nenhum parlamentar eleito pelo Ceará, unidade federativa governada por tucanos entre 1991 e 2007. Ciro Gomes, nas conversas recentes, ficou incumbido de turbinar até três nomes ao legislativo federal. A sigla evita falar, por ora, em voo presidencial, depois de o ex-ministro ter amargado o terceiro lugar no Ceará no primeiro turno na última corrida.

O provável embarque de Ciro marcaria uma rara adesão de um nome de peso ao PSDB nos últimos tempos. A tendência tem sido o oposto: outrora detentor de ampla capilaridade pelo país e de quadros de expressão da política nacional, o ninho tucano ficou ainda mais desguarnecido este ano com a saída dos governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e de Pernambuco, Raquel Lyra, ambos para o PSD, além de Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, que se filiou na terça ao PP. As informações são do jornal O Globo.

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