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Decisão do PSDB de deixar em segundo plano o movimento pelo impeachment e apoiar o governo na votação da DRU causou um racha no bloco oposicionista

(Foto: Sergio Lima/Folhapress)

A decisão do PSDB de deixar em segundo plano o movimento pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff e apoiar o governo na votação, na Câmara dos Deputados, da renovação da DRU (Desvinculação das Receitas da União) causou um racha na oposição.
Deflagrado em setembro deste ano, o movimento parlamentar pró-Impeachment deixou de funcionar e deputados do SD e DEM acusam os tucanos de terem “jogado pela janela” a principal bandeira que unificava as oposições. Depois de manter uma linha de oposição radical contra o governo, o presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), deu uma guinada no discurso. “Pesquisas  sinalizaram a necessidade do PSDB apresentar soluções para a crise”, justificou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). O deputado Paulinho da Força (SD-SP) tem outra tese para explicar a mudança de discurso tucano: “Eles abriram mão do impeachment para ficar bem com o mercado.” Segundo ele, seu partido vai “obstruir ao máximo” a DRU. “Como pode um governo corrupto como esse gastar até 30% do orçamento livremente?”
A DRU foi adotada em 1994 no governo do presidente Itamar Franco visando a flexibilidade para que o governo federal usasse os recursos do orçamento nas despesas que considerar de maior prioridade.

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