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Defesa de Bolsonaro diz que a decisão do ministro Alexandre de Moraes restabelece “coerência”, mas lamenta o prazo de 90 dias para domiciliar

Ação contesta o emprego de recursos públicos para o pagamento, por parte do Partido Liberal de salário ao ex-presidente. (Foto: Reprodução)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (24) que a prisão domiciliar concedida ao ex-chefe do Executivo restabelece a “coerência jurisprudencial” do Supremo Tribunal Federal.

De outro lado, o advogado Paulo Amador da Cunha Bueno classificou como “inovador” o fato de o ministro Alexandre de Moraes ter fixado um prazo de 90 dias para a domiciliar de Bolsonaro, com reavaliação da medida após a recuperação da broncopneumonia.

O advogado do ex-presidente sustentou que Moraes restabeleceu a “coerência” da Corte ao argumentar que foi concedida a prisão domiciliar ao ex-presidente Fernando Collor de Mello – também condenado pelo Supremo Tribunal Federal – com base em um “quadro médico muito menos gravoso” do que o de Bolsonaro.

Paulo Amador alegou ainda que as condições e necessidades especiais de Bolsonaro “são permanentes”. “Esse nível de cuidados, portanto, serão demandados por toda vida”, disse, criticando o prazo fixado inicialmente para a domiciliar de Bolsonaro.

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