A defesa de Dilma Rousseff entrou na noite desta quinta-feira (29) com mais uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para questionar o processo de impeachment que levou ao afastamento da ex-presidenta. Ela pede ao Supremo a anulação da decisão do Congresso e a sua imediata reintegração ao mandato presidencial.
No mandado de segurança, de quase 500 páginas, a defesa afirma que as acusações contra Dilma – pedaladas fiscais e abertura de crédito sem autorização do Congresso – não configuram crime de responsabilidade. O documento diz ainda que o atual presidente, Michel Temer, comandou a negociação que levou à condenação de Dilma e que as articulações foram “despudoradas”. Segundo a defesa, em razão disso, os derrotados na eleição de 2014 assumiram cargos e passaram a ditar um programa de governo sem ter votos que os legitimassem.
Outro recurso
Em 1º de setembro, um dia após o Congresso ter aprovado o impeachment, a defesa de Dilma já tinha acionado o STF contestando a decisão. O pedido, na época, era para anular a condenação no impeachment e determinar que o Senado realizasse uma nova votação no processo.
Aquele mandado de segurança foi distribuído por sorteio para o ministro Teori Zavascki, que se tornou o relator do caso. Ele negou o pedido da defesa de Dilma uma semana depois. (AG)
