Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgaram na sexta-feira nota à imprensa para criticar a 24 fase da Operação Lava-Jato, que teve como alvo o petista. Para a defesa de Lula, a condução coercitiva do ex-presidente para depor à Polícia Federal foi uma violência jurídica que violou a Constituição.
Esclarecimentos
Na sexta-feira, Lula foi levado pela PF (Polícia Federal) para prestar esclarecimentos sobre um sítio em Atibaia (SP) e um triplex em Guarujá (SP). Também foi realizada busca a apreensão em sua residência, na sede do instituto que leva seu nome, na casa de seu filho e outros locais ligados ao petista.
“Foi uma violência jurídica sem precedentes a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorrida na data de hoje [04/03/2016], acompanhada de busca e apreensão em sua residência e na de seus filhos, diretores e funcionários do Instituto Lula e na empresa LILS Palestras e Eventos Ltda”, disse a nota.
“Não havia qualquer situação jurídica que pudesse sustentar a decisão que autorizou tais medidas. Uma condução coercitiva somente se justificaria na hipótese de Lula não haver atendido uma intimação anterior, o que jamais ocorreu”, afirmaram os advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins. (AG)
