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Defesa de Lulinha insiste em arquivamento de processo, após a Polícia Federal indiciar 48 pessoas no primeiro inquérito do escândalo do INSS

A PF apura, em outro inquérito, se Lulinha (foto) foi sócio oculto do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Após a Polícia Federal (PF) concluir o primeiro inquérito relacionado ao caso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e indiciar 48 pessoas, a defesa de Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, voltou a intensificar os pedidos pelo arquivamento da investigação que apura uma possível ligação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o esquema. Em um procedimento separado, a PF investiga se Lulinha teria atuado como sócio oculto do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como uma das figuras centrais das apurações.

Os advogados de Lulinha sustentam que não existem elementos que justifiquem a continuidade da investigação e defendem que o caso seja encerrado o mais rapidamente possível. Segundo a defesa, o filho do presidente não possui qualquer envolvimento com os fatos investigados e estaria sendo mantido em um inquérito sem que haja provas concretas que sustentem suspeitas contra ele.

“Esperamos, enfim, que a PF reúna toda a equipe necessária para investigar e encerrar esse assunto o quanto antes. No caso de Fabio, acho que vão arquivar em breve. Ele não tem relação direta ou indireta com absolutamente nenhum malfeito do INSS. Coloquei Fabio à disposição da PF e do STF para ser ouvido e não o chamaram”, afirmou à Coluna do Estadão Marco Aurélio Carvalho, advogado de Lulinha.

Como revelou anteriormente a Coluna do Estadão, a defesa do filho do presidente procurou, no início deste mês, agendar uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A intenção dos advogados era apresentar argumentos para demonstrar a suposta ausência de justa causa para a manutenção do inquérito e, com isso, solicitar formalmente o arquivamento da investigação. No entanto, o encontro ainda não foi realizado em razão de dificuldades de agenda, atribuídas a compromissos internacionais do diretor da corporação.

Enquanto a defesa busca acelerar uma definição sobre o caso, a Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não possui condições de concluir a análise do material reunido. Segundo a corporação, o trabalho de compilação, cruzamento e avaliação dos dados obtidos por meio da quebra de sigilos e dos documentos e equipamentos apreendidos durante a Operação Sem Desconto deverá avançar apenas no próximo ano.

A manifestação da PF foi interpretada à luz da prioridade concedida às investigações que envolvem pessoas presas ou submetidas a medidas cautelares restritivas. Como Lulinha responde ao procedimento em liberdade e não está sujeito a restrições judiciais, sua situação acabaria ficando em segundo plano em relação a outros casos considerados mais urgentes.

A demora na conclusão das apurações, entretanto, tem provocado preocupação no entorno político do presidente Lula. Entre integrantes do PT, a avaliação é de que a manutenção do inquérito por um período prolongado pode gerar desgaste político e eleitoral. A percepção de aliados é que o andamento lento da investigação mantém dúvidas em circulação sobre o filho do presidente e oferece argumentos à oposição para explorar o tema durante a campanha eleitoral. (Com informações da Coluna do Estadão/O Estado de S. Paulo)

 

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